Estudo do efeito neurotrófico e neuroprotetor do canabidiol em células PC12 e em modelo celular associado à Doença de Parkinson
A planta Cannabis sativa, conhecida popularmente como maconha, é utilizada há milhares de anos por diversas populações ao redor do mundo. A Cannabis foi incorporada na medicina ocidental em 1839, sendo utilizada para o tratamento de pacientes com artrite e epilepsia. A Cannabis sativa contém um grup...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-05122024-113403 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60134/tde-05122024-113403/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | 1-methyl-4-phenylpyridine (MPP+) 1-metil-4-fenilpiridíneo (MPP+) Canabidiol Cannabidiol Células PC12 Doença de Parkinson Neuritogênese Neuritogenesis Neuroproteção Neuroprotection Parkinson's disease PC12 cells |
| Sumario: | A planta Cannabis sativa, conhecida popularmente como maconha, é utilizada há milhares de anos por diversas populações ao redor do mundo. A Cannabis foi incorporada na medicina ocidental em 1839, sendo utilizada para o tratamento de pacientes com artrite e epilepsia. A Cannabis sativa contém um grupo de compostos heterogêneos denominados fitocanabinóides; um dos mais conhecidos e estudados é o Canabidiol (CBD). Estudos sugerem o potencial neuroprotetor do CBD, porém o envolvimento da atividade neurotrófica nesse mecanismo não foi totalmente elucidado. A capacidade neurotrófica é um processo crucial na neuroproteção, pois há evidências de que a degeneração axonal está presente nos estágios iniciais das doenças neurodegenerativas, inclusive na doença de Parkinson. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos do CBD na neuritogênese e nas vias de sinalização neurotrófica, bem como seu possível efeito neuroprotetor, usando células PC12 privadas de fatores neurotróficos ou tratadas com a neurotoxina dopaminérgica 1-metil-4-fenilpiridíneo (MPP+). Essa linhagem celular é amplamente empregada em estudos relacionados à diferenciação neuronal, pois as células PC12 respondem ao NGF (fator de crescimento neuronal), interrompendo a divisão celular, emitindo neuritos (precursores de axônios e dendritos) e adquirindo características de neurônios simpáticos e dopaminérgicos. Os resultados indicam que o CBD induziu a neuritogênese nas células privadas de NGF, através da ativação do receptor trkA e das vias de sinalização neurotrófica PI3K/Akt e MAPK/ERK, que são as mesmas ativadas pelo NGF. O CBD aumentou a captação de glicose, processo importante para promover regeneração axonal nos processos neurodegenerativos. Adicionalmente, o CBD atenuou a inibição da neuritogênese induzida pelo MPP+. Em conjunto, esses resultados sugerem que o CBD tem potencial neurotrófico e neuroprotetor, podendo retardar a degeneração axonal e sináptica ou até mesmo restaurar a plasticidade axonal e sináptica perdida nos estágios precoces da neurodegeneração. |
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