Carcinoma hepatocelular: realidade de um serviço publico especializado

Introdução: O carcinoma hepatocelular (CHC) é a neoplasia maligna mais comum que se desenvolve em fígados cirróticos e que apresenta características clínicas, epidemiológicas, e taxas de mortalidade diferentes dependendo da região estudada. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil epidemiológico...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Carvalho, Sandra Regina de Almeida [UNIFESP]
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/48228
Acesso em linha:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1890781
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48228
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Carcinoma hepatocelular
CHC
Sobrevida
Prognóstico
Descrição
Resumo:Introdução: O carcinoma hepatocelular (CHC) é a neoplasia maligna mais comum que se desenvolve em fígados cirróticos e que apresenta características clínicas, epidemiológicas, e taxas de mortalidade diferentes dependendo da região estudada. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil epidemiológico, clínico, laboratorial, terapêutico e a taxa e fatores preditivos de sobrevida em portadores de CHC em um serviço especializado. Material e métodos: foram estudados, de 2000 a 2012, pacientes com diagnóstico de CHC, acompanhados em um serviço público especializado na EPM-UNIFESP. O diagnóstico se baseou em exame de imagem trifásico por tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RNM) ou por biópsia hepática. Avaliação clínica, bioquímica e terapêutica foi realizada em todos os pacientes. Análise de sobrevida se baseou no método de Kaplan-Meier e Regressão de Cox. Resultados: foram estudados 247 portadores de CHC com média de idade de 60±10 anos e predomínio de homens (74%). As etiologias encontradas foram infecção pelo HCV (73%) seguida do consumo abusivo de álcool (12%) e infecção pelo HBV (8%). Cirrose hepática esteve presente em 92% dos pacientes, os quais foram classificados em Child A (57%), B (36%) e C (7%). A mediana dos níveis de AFP foi de 57UI/mL. A média dos valores de MELD foi de 11. A média do número e tamanho de nódulos foram respectivamente 2 nódulos e 5 cm de diâmetro. Estavam dentro dos critérios de Milão 43% dos pacientes. Metástase à distância e invasão vascular tumoral foram encontradas, respectivamente, em 10% e 13% dos casos. Transplante hepático foi realizado em 10% dos casos. O tempo médio de sobrevida global foi de 60 meses com probabilidade de sobrevida em 1, 3 e 5 anos de 74%, 40% e 32%, respectivamente. Preditores independentes de maior chance de óbito foram gênero masculino (P< 0.001), idade avançada (P< 0.004), níveis séricos de alfafetoproteína acima de 20 UI/mL (P< 0.03), valores de RNI mais elevados (P< 0.016) e invasão vascular tumoral (P< 0.004). Preditores independentes de menor chance de óbito foram infecção pelo HCV (P< 0.003) e níveis mais altos de albumina (P< 0.009). Conclusão: Os pacientes com CHC foram na sua maioria mais velhos, homens, com etiologia pelo HCV, função hepática preservada e fora de critérios para tratamento curativo. Contribuíram para mortalidade mais elevada entre os pacientes com CHC o gênero masculino, idade mais avançada, alfafetoproteína elevada, RNI elevado e invasão vascular tumoral. Por outro lado aqueles com infecção pelo HCV tiveram 80% menos chance de óbito que as outras etiologias.