Plasma rico em plaquetas: obtenção, momento de produção e uso na integração de flapes cutâneos de avanço em cães

Atualmente tem se dado muita ênfase ao uso do plasma rico em plaquetas (PRP) em diversas áreas da Medicina, inclusive em cirurgia reconstrutiva, pois ao ser aplicado sobre um tecido em reparação ele é capaz de estimular muitos processos celulares importantes, como a proliferação, diferenciação, quim...

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Detalles Bibliográficos
Autor: CAVALCANTI, Grazielle Anahy de Sousa Aleixo
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2010
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2:tede2/5644
Acceso en línea:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5644
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cão
Trauma cutâneo
Flape
Plaqueta
Dog
Cutaneous trauma
Platelet
Flap
CIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA
Descripción
Sumario:Atualmente tem se dado muita ênfase ao uso do plasma rico em plaquetas (PRP) em diversas áreas da Medicina, inclusive em cirurgia reconstrutiva, pois ao ser aplicado sobre um tecido em reparação ele é capaz de estimular muitos processos celulares importantes, como a proliferação, diferenciação, quimiotaxia e angiogênese. Com este trabalho, objetivou-se avaliar a ação do PRP na integração de flapes cutâneos de avanço em animais da espécie canina. Na primeira etapa do experimento foram coletados amostras de sangue de 20 cães para comparar dois protocolos de obtenção do PRP. No primeiro (A), a amostra de sangue foi submetida a uma única centrifugação a 1200 rotações por minuto (rpm) durante 10 minutos enquanto que no segundo (B), a amostra foi processada através de duas centrifugações, sendo a primeira a 1200 rpm durante 10 minutos e a segunda em 1600 rpm durante 10 minutos. Os resultados demonstraram que o protocolo B foi capaz de incrementar a concentração plaquetária em 449,02% com relação ao sangue total, sendo este superior ao protocolo A (190,22%). Posteriomente se testou o protocolo B em outros 20 animais e foi constatado que ométodo em questão era reprodutível e eficiente. Na etapa seguinte, amostras de sangue de mais 20 cães foram utilizadas para produção do PRP em dois momentos distintos, sendo o primeiro (M0) correspondente ao período pré-operatório antes da anestesia e fluidoterapia, e o segundo (M1) durante o trans-operatório após a obtenção do plano anestésico. A coleta em M0 resultou em uma plaquetometria 28,58% mais alta do que em M1, culminando consequentemente, com a produção de um PRP mais concentrado. Definido o protocolo (B) e o momento ideal para a coleta da amostra de sangue (M0), seguiu-se para a etapa final do experimento, no qual foram criados dois flapes de avanço na região ventral do abdomen de oito cadelas. Entre um flape e o leito receptor, aplicou-se o gel de PRP ativado com tromboplastina, enquanto que no outro flap não foi aplicado nenhum produto (controle). Estes foram clinicamente avaliados 24 horas após a cirurgia (D1) e a cada dois dias (D3, D5 e D7) atéo sétimo dia de pós-operatório. Além disso, com dez dias ambos os flapes foram removidos para realização do exame histopatológico e morfometria dos vasos sanguíneos. Os achados demonstraram não haver diferença significativa entre o flape tratado e controle, concluindo-se que o gel de plaquetas ativado com tromboplastina não favoreceu a integração de flapes cutâneos de avanço em animais da espécie canina.