Detecção de autoanticorpos antiplaquetários na trombocitopenia imune em adultos

A trombocitopenia imune (PTI) segue sendo uma doença cujo diagnóstico é clínico e de exclusão, de forma que a identificação de um teste laboratorial confiável que possa auxiliar no diagnóstico da doença ainda é necessária. Os testes mais discutidos têm sido os métodos de detecção de autoanticorpos a...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Gabe, Caroline
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20122022-121840
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5167/tde-20122022-121840/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Autoantibodies
Autoanticorpos
Complexo glicoproteico GPIb-IX de plaquetas
Complexo glicoproteico GPIIb-IIIa de plaquetas
Contagem de plaquetas
Platelet count
Platelet glycoprotein GPIb-IX complex
Platelet glycoprotein GPIIb-IIIa complex
Purpura thrombocytopenic
Púrpura trombocitopênica
Thrombocytopenia
Trombocitopenia
Descrição
Resumo:A trombocitopenia imune (PTI) segue sendo uma doença cujo diagnóstico é clínico e de exclusão, de forma que a identificação de um teste laboratorial confiável que possa auxiliar no diagnóstico da doença ainda é necessária. Os testes mais discutidos têm sido os métodos de detecção de autoanticorpos antiplaquetários, que são realizados de forma padronizada em apenas alguns laboratórios ao redor do mundo, nenhum deles na América Latina. Este estudo teve como objetivo validar um destes testes no laboratório de ImunoHematologia do serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e avaliar sua performance em uma população local de pacientes trombocitopênicos. O teste de captura direta de antígenos para a detecção de anticorpos antiglicoproteína Ib-IX (antiGPIb-IX) e antiglicoproteína IIb-IIIa (antiGPIIb-IIIa) foi aplicado seguindo recomendação publicada previamente inicialmente em amostras de 25 doadores saudáveis de plaquetas não trombocitopênicos para validação do método e definição de cutoff. Para avaliar a performance do teste, foram coletadas amostras de pacientes trombocitopênicos (<100x109 /L) ou com diagnóstico prévio de PTI com qualquer contagem de plaquetas em acompanhamento no ambulatório de Trombose e Hemostasia do serviço de Hematologia. Os dados clínicos destes pacientes foram obtidos a partir da revisão de prontuários eletrônicos. Após padronização do teste, o cutoff definido foi de 0.26 para antiGPIIb-IIIa e 0.34 para antiGPIb-IX. Amostras de 152 pacientes (140 pacientes com PTI e 12 com trombocitopenia não imune) foram testadas, resultando em sensibilidade de 78% (IC 95%: 70-84) e especificidade de 50% (IC 95%: 21-79) com valor preditivo positivo (VPP) de 95% (IC 95%: 89-98) e valor preditivo negativo (VPN) de 16% (IC 95% 6-32). A distribuição dos resultados de absorbância foi heterogênea. Dentre as características clínicas analisadas, a contagem de plaquetas no momento da coleta apresentou correlação estatisticamente significativa com a positividade de autoanticorpos (OR 2.88; IC 95% 1.15 8.29; p=0.03). A utilização de critérios clínicos mais estritos para PTI (nadir de contagem plaquetária<20x109 /L e resposta prévia a corticóide e/ou Imunoglobulina) não resultou em melhora na performance do teste. Em conclusão, o teste de autoanticorpos antiplaquetários foi padronizado e aplicado com sensibilidade aceitável, porém a especificidade foi baixa. A baixa contagem de plaquetas (<50x109 /L) no momento da coleta para o teste foi associada à presença de autoanticorpos, sugerindo doença ativa