Avaliação da expressão em células Vero dos candidatos vacinais pCID2EtD2prM e pCID2EtD3prM de DNA recombinante para o vírus Dengue-2
Os dengue vírus são vírus de genoma RNA fita simples polaridade positiva que codifica as proteínas em uma longa open reading frame . Contém aproximadamente 11 kb, responsáveis pela codificação de três proteínas estruturais denominadas Capsidial (C), de Membrana (M), e Envelope (E), sendo esta última...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Viçosa (UFV) |
| Repositorio: | LOCUS Repositório Institucional da UFV |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:locus.ufv.br:123456789/2352 |
| Acesso em linha: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/2352 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Vírus dengue Células Vero Dengue virus Vero cells CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BIOLOGIA GERAL |
| Resumo: | Os dengue vírus são vírus de genoma RNA fita simples polaridade positiva que codifica as proteínas em uma longa open reading frame . Contém aproximadamente 11 kb, responsáveis pela codificação de três proteínas estruturais denominadas Capsidial (C), de Membrana (M), e Envelope (E), sendo esta última uma glicoproteína. Adicionalmente a estas proteínas estruturais, o genoma viral expressa ainda sete proteínas não-estruturais denominadas NS1, NS2a, NS2b, NS3, NS4a, NS4b, e NS5. Estes vírus pertencem à família Flaviviridae, sendo os patógenos humanos de maior importância desta família. São transmitidos através do mosquito Aedes aegypti, causando a dengue. As manifestações da dengue variam desde infecções assintomáticas até quadros graves de doença hemorrágica que são responsáveis pelos altos índices de morbidade e mortalidade. Ainda não há terapia antiviral específica.Vários pesquisadores têm se lançado à busca de uma vacina eficaz para o controle da dengue, e consequentemente, diversas estratégias têm sido levantadas para a produção da mesma, lançando mão de desde métodos clássicos como atenuação viral até a expressão de antígenos recombinantes em vetores de expressão, tais como vírus e bactérias. No entanto, os resultados obtidos no desenvolvimento destas vacinas têm frustrado a comunidade científica mundial. Uma nova estratégia vacinal, a vacina de DNA, está atualmente sob intensa investigação. Neste contexto, foi construído um candidato vacinal contra o dengue, utilizando-se para tanto um plasmídeo pCI Vector expressando a proteína E truncada do vírus dengue-2, sem a expressão concomitante de prM, com a finalidade de reduzir o tamanho do inserto a ser clonado, facilitando a produção de uma vacina tetravalente em um único plasmídeo. Testes demonstraram que a proteína E truncada foi corretamente expressa pelo plasmídeo, porém em quantidade reduzida e que existe uma boa resposta específica contra o vírus da dengue gerada pelo clone recombinante, mas apenas uma pequena porcentagem de camundongos imunizados com o plasmídeo foi protegida quando desafiados com vírus dengue-2. Estes resultados justificam a busca de um aprimoramento deste candidato vacinal contra o dengue-2, a fim de aumentar a expressão da proteína E clonada no plasmídeo vacinal e assim proporcionar uma imunização mais eficaz. O presente trabalho visa o aprimoramento desse plasmídeo através da inserção das proteínas prM/DENV-2 e prM/DENV-3, a fim de verificar se a presença de prM na construção vacinal aumentaria a expressão de E. Os novos plasmídeos recombinantes contruídos foram denominados pCID2EtD2prM e pCID2EtD3prM. Os resultados obtidos provaram a correta clonagem e expressão das proteínas prM/E por células Vero transfectadas, e indicam que houve um aumento de expressão relativo de 67,02% por pCID2EtD3prM com relação a pCID2EtD2prM, resultados esses que ainda deverão ser corroborados por testes absolutos. |
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