Influência de drogas quimioterápicas na evolução da periodontite experimental em ratos
Objetivo: Este estudo avaliou comparativamente a influência dos quimioterápicos 5-fluotouracil (5-FU) e Cisplanina (CIS) para tratamento de câncer no periodonto saudável, sobre a evolução da periodontite experimental (PE) e as funções hepáticas e renais de ratos portadores de PE submetidos ao tratam...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/152011 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/152011 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Perda óssea alveolar Doenças periodontais Defeito de furca Quimioterapia Modelo animal Alveolar bone loss Periodontal disease Chemotherapy Furcation defect Animal models |
| Resumo: | Objetivo: Este estudo avaliou comparativamente a influência dos quimioterápicos 5-fluotouracil (5-FU) e Cisplanina (CIS) para tratamento de câncer no periodonto saudável, sobre a evolução da periodontite experimental (PE) e as funções hepáticas e renais de ratos portadores de PE submetidos ao tratamento com os quimioterápicos 5-FU ou CIS. Materiais e Métodos: foram utilizado 90 ratos machos distribuídos em 6 grupos. Grupo SPE-SS (n = 15): animais que receberam injeções de 0,5 ml de solução salina 0.9% (SS) sem indução da PE (grupo Sham). Grupo PE-SS (n = 15): animais que receberam injeções s de 0,5 ml de SS e indução da PE após a primeira injeção. Grupo SPE-5FU (n=15): animais que receberam injeções de 5-Fluorouracil (5- FU) sem indução da PE. Grupo PE-5FU (n = 15): animais que receberam injeções de 5- FU e indução da PE após a primeira injeção. Grupo SPE-CIS (n = 15): animais que receberam injeções Cisplatinas (CIS) sem indução da PE. Grupo PE-CIS (n = 15): animais que receberam injeções de CIS e indução da PE após a primeira injeção. Para indução da PE foi adaptado um fio de algodão número 24 ao redor dos primeiros molares inferiores direito e esquerdo. Decorridos 07, 15 e 30 dias após a primeira injeção intraperitoneal (SS ou quimioterápicos) os animais foram eutanaziados. Foi realizada coleta sanguínea para análises hematológia e bioquímicas de aspartato aminotransferase (AST), alamina aminotransferase (ALT), creatinina e uréia previamente as injeções e aos 07 e 30 dias, totalizando 60 dos 90 ratos. Foram coletadas as mandíbulas contendo os primeiros molares inferiores e processadas de acordo com as análises propostas. Para a análise fotométrica avaliou-se a perda óssea alveolar ao redor do primeiro molar inferior. Para a análise de microtomografia computadorizada (µCT) avaliou-se a porcentagem de volume de tecido ósseo (PVTO) na região de furca. As hemimandíbulas contralaterais foram utilizadas para análises histomorfométrica e imunoistoquímicas na região de furca e avaliou-se a porcentagem de área sem osso (PASO), características histológicas e análises dos biomarcadores (TRAP, RANKL, OPG, TNF-α, IL-1β, PCNA, BAX e HIF-1α,). Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística (p<0,05). Resultado: ambos os quimioterápicos 5-FU e CIS contribuíram para o agravamento da evolução da PE por duas vias: aumentando a intensidade e duração do processo inflamatório; e diminuindo a capacidade de reparo tecidual por redução do “turnover” celular e vascular, resultando de forma significativa na maior perda óssea, que comparativamente foi maior nos animais que receberam aplicação sistêmica de 5-FU do que de CIS. Adicionalmente a PE associada ao 5-FU apresentou de maneira significante maiores níveis de ALT e AST aos 30 dias e associada a CIS apresentou de maneira significante maiores níveis de Uréia e não apresentou diferença significativa nos níveis de Creatinina. Conclusão: ambos os quimioterápicos, 5-FU ou CIS, exacerbaram a severidade da periodontite, sendo que os danos periodontais causadas pelo 5-FU foram comparativamente maiores e mais intensos do que os causados pela CIS. Adicionalmente, podemos concluir que a PE agravou de forma sinérgica as condições debilitantes hepáticas e renais ocasionadas pelos quimioterápicos. |
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