Reflexões preliminares sobre a questão da violência em populações construtoras de sambaquis: análise dos sítios Cabeçuda (SC) e Arapuan (RJ).

O presente estudo teve como objetivo testar a hipótese preliminar de que os grupos construtores de sambaquis do litoral brasileiro, de uma forma geral, não praticavam a violência física de forma recorrente. Foram analisados 62 crânios provenientes do Sambaqui de Cabeçuda (SC) e 11 esqueletos do Samb...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Lessa, Andrea, Medeiros, João Cabral de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2001
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/109411
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/revmae/article/view/109411
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Paleopatologia - Traumas agudos - Violência - Sambaqui.
Paleopathology - Acute trauma - Violence - Shellmound.
Descripción
Sumario:O presente estudo teve como objetivo testar a hipótese preliminar de que os grupos construtores de sambaquis do litoral brasileiro, de uma forma geral, não praticavam a violência física de forma recorrente. Foram analisados 62 crânios provenientes do Sambaqui de Cabeçuda (SC) e 11 esqueletos do Sambaqui de Arapuan (RJ), buscando-se identificar as típicas lesões associadas a episódios de violência. Também foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o tema, para populações litorâneas anteriormente estudadas, incluindo-se aí os dados relativos às lesões traumáticas pós-cranianas observadas na amostra de Cabeçuda. As baixas prevalências observadas em todas as amostras, ou a sua ausência (4,8% para o sambaqui de Cabeçuda e 0% para o sambaqui de Arapuan, por exemplo) confirmam a hipótese formulada. Os resultados observados podem ser interpretados a partir de fatores sócio-culturais, econômicos e ambientais, ou ainda de ordem metodológica.