As fronteiras do antigo cristianismo: distinção social e organização das primeiras congregações cristãs, 90-250 d.C.

Esta tese defende que uma nova aplicação do conceito de \"fronteiras sociais\" se faz necessária para a melhor compreensão das dinâmicas sociais, formas de liderança e conflitos existentes no cristianismo em seus primeiros séculos de existência. Lançando mão da articulação dos conceitos de...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Piza, Pedro Luís de Toledo
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12032025-134023
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-12032025-134023/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ancient Christianity
Christian prophecy
Cristianismo antigo
Fronteiras sociais
Gnose
Gnosis
Profecia cristã
Social boundaries
Descripción
Sumario:Esta tese defende que uma nova aplicação do conceito de \"fronteiras sociais\" se faz necessária para a melhor compreensão das dinâmicas sociais, formas de liderança e conflitos existentes no cristianismo em seus primeiros séculos de existência. Lançando mão da articulação dos conceitos de \"fronteiras externas\" e \"fronteiras internas\", apresentamos como as congregações cristãs antigas contavam com uma \"ordem\" que não se coaduna com a aplicação deste conceito feita pela maior parte da historiografia do campo. Sobretudo a partir de dois estudos de caso envolvendo congregações cristãs presentes em Alexandria e na Ásia Menor, demonstramos como alguns debates usualmente interpretados como envolvendo diferentes \"cristianismos\" (ou seja, grupos contando com uma fronteira externa que os distinguiria) são melhor lidos como disputas entre diferentes formas de liderança, estando alguma fronteira interna envolvida no conflito. No primeiro caso, identificamos o que chamamos de \"fronteira do conhecimento\" como a base da distinção social interna às congregações cristãs locais, enquanto que no segundo caso essa posição caberia ao que denominamos \"fronteira do Espírito\". Desta forma, a pesquisa contribui para um novo olhar para as primeiras congregações cristãs que se distancie mais de anacronismos legados de uma análise histórica demasiadamente vinculada a visões eclesiológicas e heresiológicas expressas por fontes representantes de uma ordem estabelecida em período posterior aos fatos sob escrutínio