A mística do MST: mediação da práxis formadora de sujeitos históricos

Este estudo parte do desafio de compreender as potencialidades do MST em forjar uma consciência de classe em suas esferas. O relevo é dado à mística, recurso utilizado pelo movimento para divulgar suas ideias, princípios e objetivos. Algumas das performances, cenários, ritos, danças e músicas, coloc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Souza, Rafael Bellan Rodrigues de [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/106259
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/106259
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Movimentos sociais
Misticismo
Classes sociais
Social movements
Descripción
Sumario:Este estudo parte do desafio de compreender as potencialidades do MST em forjar uma consciência de classe em suas esferas. O relevo é dado à mística, recurso utilizado pelo movimento para divulgar suas ideias, princípios e objetivos. Algumas das performances, cenários, ritos, danças e músicas, colocam a mística no papel de uma manifestação estética realista, capaz de proporcionar ao trabalhador sem-terra uma compreensão mais ampla de si e do mundo que o circunda. Traçamos quais os fatores que potencializam ou fragilizam a mística nesse aspecto crítico que lhe é inerente desde sua criação, ainda no seio das pastorais sociais da Igreja Católica. O potencial dessa ferramenta consiste em municiar os sujeitos históricos dos desafios, adversários e possibilidades ontológicas dos combates do presente e também do devir da classe trabalhadora. Contudo, as noções de alienação e ideologia, bem como o debate sobre a práxis e a questão da consciência necessária, nos permitem desenhar uma perspectiva radical dos obstáculos que a mística enfrenta e por vezes sucumbe - parte da composição da subjetividade dos trabalhadores em tempos de crise estrutural do capital