Michael Sandel e os limites da justiça

O presente trabalho tem por objetivo investigar a obra de Michael Sandel em busca de se compreender melhor o seu potencial crítico face ao liberalismo igualitário de autores como John Rawls e Ronald Dworkin, principais alvos da maior parte de sua carreira intelectual. O argumento central da tese é q...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Piccolo, Carla Henriete Bevilacqua
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-22032021-171232
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-22032021-171232/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Egalitarian liberalism
John Rawls
Justiça
Liberalismo
Michael Sandel
Philosophy of Law
Political Philosophy
Ronald Dworkin
Teoria do direito
Theories of Justice
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem por objetivo investigar a obra de Michael Sandel em busca de se compreender melhor o seu potencial crítico face ao liberalismo igualitário de autores como John Rawls e Ronald Dworkin, principais alvos da maior parte de sua carreira intelectual. O argumento central da tese é que o empreendimento de Sandel fracassa, e o faz por três razões distintas, embora interconectadas: em primeiro lugar, Sandel erra enquanto intérprete das teorias liberais tanto de Rawls quanto de Dworkin; em segundo lugar, Sandel confunde, em sua crítica, a filosofia política liberal e a ciência política do liberalismo; por fim, a terceira razão pela qual o projeto teórico de Sandel fracassa é que, ao lado de seu momento crítico do liberalismo, seus poucos textos mais propositivos carecem de uma teoria dos direitos ou de alguma formulação clara quanto aos limites da atuação coercitiva do Estado em um modelo político tal qual ele defende. O estudo crítico de sua obra revela os limites de uma teoria que se utiliza o tempo todo de grandes categorias, não resistindo a um esforço de análise conceitual mais refinada. Ao sermos conduzidos por esse universo de conceitos, concepções, sistemas de pensamento e diálogos de difícil tradução entre autores diversos a que a leitura de Sandel nos obriga, chegamos ao fim com uma visão privilegiada, muito mais clara e consistente, dos verdadeiros termos dos debates e dos reais limites dos conceitos envolvidos dentro de uma extensa agenda contemporânea em filosofia moral e política.