Fatores preditores da resposta ao tratamento com probióticos em pacientes com esteato-hepatite não alcoólica

Introdução: Atualmente nenhuma terapia para a Esteato-hepatite Não Alcoólica (EHNA) está aprovada. Os probióticos estão entre as alternativas potenciais para tratamento, porém nem todos os pacientes respondem da mesma forma. Características biológicas dos pacientes antes da intervenção (baseline) pa...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Fochezatto, Érica Salvador
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/249729
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/249729
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hepatopatia gordurosa não alcoólica
Probióticos
Ensaio clínico controlado aleatório
Prognóstico
Terapêutica
Non-alcoholic steatohepatitis
Probiotics
Randomized clinical trial
Response predictors factors
Personalized medicine
Descripción
Sumario:Introdução: Atualmente nenhuma terapia para a Esteato-hepatite Não Alcoólica (EHNA) está aprovada. Os probióticos estão entre as alternativas potenciais para tratamento, porém nem todos os pacientes respondem da mesma forma. Características biológicas dos pacientes antes da intervenção (baseline) parecem influenciar o efeito da terapia. Assim, este trabalho objetivou investigar potenciais preditores de resposta a intervenção com probióticos em pacientes com EHNA. Métodos: Realizou-se uma análise secundária do ensaio clínico randomizado PROBILIVER (NCT03467282), explorando os dados do grupo intervenção (n=22 pacientes), suplementado por probióticos durante 24 semanas. Foram analisados sub-bancos de dados (a) antropométricos, (b) metabólicos, (c) hepáticos, (d) cardiovasculares e (e) consumo alimentar no baseline e após as 24 semanas de intervenção. Para identificar os potenciais fatores preditores de resposta aos probióticos foram realizadas três diferentes análises: 1) análise retrospectiva direta, para avaliar potenciais fatores preditores específicos de cada variável de interesse para cada sub-banco específico; 2) análise retrospectiva cruzada, para avaliar quais marcadores de cada sub-banco são possíveis preditores de resposta de variáveis de outros sub-bancos; 3) análise prospectiva direta e cruzada, para verificar a possível influência dos níveis baseline de determinados marcadores na resposta (efeito) dos probióticos para determinados desfechos. Resultados: Considerando valores de delta individuais, os pacientes do grupo probiótico apresentaram melhora em 45% das variáveis analisadas, piora em 47%, e não alteraram 9% das variáveis. Os marcadores com maior proporção de melhora pelos pacientes após tratamento foram Ck-18, NAFLD fibrosis score, albumina, fosfatase alcalina, GGT, HDL-c e kPa. Por outro lado, HbA1c, creatinina sanguínea, plaquetas, homa-IR, bilirrubina total, APRI score e peso apresentaram maior proporção de pacientes com piora. Para Ck-18 não foram encontrados potenciais preditores de melhora. Valores mais altos de CT, HDL-c, glicemia de jejum e GGT, assim como maior ingesta de fibras, AGM, energia, macronutrientes, colesterol, açúcares, sacarose, glicose e frutose foram potenciais preditores para a redução do NAFLD fibrosis score. Valores mais altos de NAFLD fibrosis score e níveis mais baixos de albumina e kPa foram potenciais preditores para o aumento de albumina. Níveis mais baixos de TLR4 e FLI score no baseline foram possíveis preditores para a redução dos níveis de fosfatase alcalina. Valores mais altos de CC foram potenciais preditores para a redução de GGT, enquanto valores mais altos de peso e IMC foram potenciais preditores para o aumento dos níveis de HDL-c. Valores mais altos de 8 HbA1c, creatinina urinária e HDL-c no baseline foram potenciais preditores para a redução de kPa, assim como o consumo mais elevado de lipídeos e AGS. Conclusão: A melhora de parâmetros laboratoriais e clínicos em EHNA, com tratamento de probióticos, pode estar relacionada às características biológicas dos pacientes antes da intervenção, como as encontradas neste estudo. Melhores resultados foram observados em parâmetros hepáticos e a resposta parece ser maior em pacientes com pior estado metabólico. Portanto, acreditamos que a heterogeneidade biológica da população, tanto genética quanto de variáveis clínicas associadas à EHNA, deve ser levada em consideração na tomada de decisão para escolha de terapias com probióticos, de modo a permitir maior assertividade e melhor prognóstico para os pacientes.