A importância do Parque Nacional do Jamanxim, Amazônia Oriental, para a conservação de peixes de riacho

O Brasil possui em seu território biomas notáveis pela sua biodiversidade e endemismo de espécies. Uma das estratégias para conservar a biodiversidade brasileira é a criação de Unidades de Conservação (UCs). Contudo, grande parte do planejamento de UCs é focada na conservação de espécies terrestres,...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Costa, Victória Santos da [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/310574
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/310574
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Áreas protegidas
Bacia amazônica
Biodiversidade
Conservação
Protected areas
Amazon basin
Biodiversity
Conservation
Descripción
Sumario:O Brasil possui em seu território biomas notáveis pela sua biodiversidade e endemismo de espécies. Uma das estratégias para conservar a biodiversidade brasileira é a criação de Unidades de Conservação (UCs). Contudo, grande parte do planejamento de UCs é focada na conservação de espécies terrestres, com pouca discussão sobre possíveis estratégias para a proteção das espécies aquáticas. O objetivo desse estudo foi avaliar a importância de uma UC (Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, Amazônia Oriental) na conservação da ictiofauna de igarapés. Para isso, amostramos 15 igarapés dentro e 13 fora dessa UC. Obtivemos as variáveis que identificam as diferenças ambientais entre os grupos de igarapés e calculamos índices de diversidade taxonômica e funcional da ictiofauna. Da Análise de Componentes Principais identificamos que há pouca variação ambiental entre os igarapés amostrados dentro e fora da UC. Apesar disso, a diversidade de Shannon-Wiener (H´) foi maior nos igarapés dentro da UC. Já para a diversidade funcional, os resultados foram significativamente maiores em igarapés dentro da UC para a riqueza funcional (FRic) e para a diversidade quadrática de Rao (RaoQ). A média dos valores dos atributos ecomorfológicos, ponderada pela abundância das espécies (CWM, Community-Weighted Mean) revelou padrões ecomorfológicos distintos em assembléias de dentro e fora da UC: dentro da UC predominam peixes com maior capacidade de movimentos de progressão e regressão durante a natação (maior CWM referente à proporção da nadadeira anal, típico de Gymnotiformes) e com maior amplitude de abertura bucal (maior CWM referente à altura relativa da cabeça) enquanto que fora da UC predominam peixes nectônicos e bentônicos (maiores CWMs referentes ao índice de depressão e à altura relativa do corpo). Além disso, também foi notável a presença de espécies exclusivas em igarapés situados fora da UC, portanto, essas espécies estão desprotegidas. Concluímos que o Parque Nacional do Jamanxim desempenha um papel importante, mas incompleto, na proteção da ictiofauna da região, pois há espécies raras desprotegidas em seu entorno. Por isso, é necessário um incremento das ações de proteção dos igarapés situados no entorno da UC.