Cigarros e fezes: o absurdo na ficção contemporânea de Lourenço Mutarelli
Na leitura das obras de Lourenço Mutarelli, quadrinista e romancista já conceituado no cenário contemporâneo da literatura brasileira, é comum se deparar com a construção de universos grotescos, sujos, intensamente urbanos e apaticamente desoladores. Seus protagonistas são figuras patéticas, fracass...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/23090 |
| Acesso em linha: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23090 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Lourenço Mutarelli Absurdismo Literatura brasileira contemporânea Espaço literário Grotesco Mutarelli, Lourenço, 1964- - Crítica e interpretação Absurdo na literatura Literatura brasileira – História e crítica – Séc. XXI Espaço na literatura Grotesco na literatura Absurdism Contemporary brazilian literature Literary space Grotesque LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA |
| Resumo: | Na leitura das obras de Lourenço Mutarelli, quadrinista e romancista já conceituado no cenário contemporâneo da literatura brasileira, é comum se deparar com a construção de universos grotescos, sujos, intensamente urbanos e apaticamente desoladores. Seus protagonistas são figuras patéticas, fracassadas, incompletas e perigosas de diferentes formas (normalmente tanto para os outros, quanto para eles mesmos). Além disso, os enredos que se desenvolvem a partir e ao redor de tais personagens parecem expor uma impotência, a eles inerente, diante da aparente falta de sentido em suas vidas. Tão eficaz é a narrativa mutarelliana em sua simplicidade, que a insensatez dos romances parece se estender para além do campo literário, tornando latente uma possível falta de sentido na realidade do próprio leitor. Com base nesse efeito e fundamentando-se no conceito de absurdo como proposto por Albert Camus em seu ensaio O Mito de Sísifo (2023), a presente pesquisa pretende expor como os romances de Lourenço Mutarelli, tendo o absurdo como fundamento existencial de seus universos fictícios, possibilitam/engatilham o acesso a uma contemporaneidade absurda através da representação de diferentes respostas ao fenômeno do absurdo. Com esse fim em mente, foram selecionados os romances O Natimorto: um musical silencioso (2018) e O Cheiro do Ralo (2009), de Lourenço Mutarelli, e, a partir de suas leituras, apoiadas nos escritos de Gaston Bachelard (1978), Carl G. Jung (2002; 2008; 2014), Félix Guattari (1992), entre outros, demonstrar-se-á como o espaço literário e o foco no universo interno dos protagonistas funcionam como meios de representação do (sentimento e noção do) absurdo e das diferentes saídas que o indivíduo pode escolher para a resolução dessa questão: suicídio e existência absurda |
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