O corpo próprio na semiótica
Neste artigo, apresenta-se uma reflexão sobre como o conceito de corpo passou a fazer parte do conjunto epistemológico da teoria semiótica. Com esse propósito, estabeleceu-se um percurso que se iniciou com os estudos referentes às paixões desenvolvidos por Fontanille e por Greimas, em Semióti...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Estudos Semióticos |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/61248 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/esse/article/view/61248 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Actante Campo posicional Corpo próprio Enunciação Presença Actant Champ positionnel Corps propre Énonciation Présence |
| Sumario: | Neste artigo, apresenta-se uma reflexão sobre como o conceito de corpo passou a fazer parte do conjunto epistemológico da teoria semiótica. Com esse propósito, estabeleceu-se um percurso que se iniciou com os estudos referentes às paixões desenvolvidos por Fontanille e por Greimas, em Semiótica das paixões (1993), e nas reflexões de Greimas sobre a estesia, em Da imperfeição (2002), obras que introduziram a problemática em relação ao conceito de presença, tema que, neste trabalho, será apresentado com base nos estudos desenvolvidos por Fontanille e por Zilberberg, em Tensão e significação (2001). Para esses autores, a presença semiótica baseia-se nas interações entre sujeito e sujeito, e entre sujeito e objeto, que ocorrem em um domínio discursivo denominado campo de presença. Jacques Fontanille dedicou grande parte de seus estudos a essas questões, porém, o autor propôs a denominação de campo posicional. Em busca de estabelecer um elo entre a noção de corpo e a de actante, Fontanille considerou que o corpo, operador da semiose, constitui-se pela carne e pelo corpo próprio. A carne, denominada moi, seria a instância enunciante, responsável pela tomada de posição no processo de semiose. O corpo próprio, que o autor designou soi, seria portador da identidade que se constrói no processo de semiose e no desenvolvimento sintagmático de cada semiótica objeto. As considerações de Fontanille em relação ao conceito de corpo próprio finalizam o desenvolvimento do tema discutido neste estudo, cujos objetivos foram de refletir sobre a maneira pela qual a noção de corpo foi incorporada à teoria semiótica e de como esse conceito foi tratado pelo autor. |
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