Pseudocisto abdominal gigante como complicação de derivação ventriculoperitoneal: relato de caso / Gigantic abdominal pseudocyst as a complication of ventriculoperitoneal shunt: case report

INTRODUÇÃO: A derivação ventriculoperitoneal (DVP) constitui importante recurso cirúrgico para controle da hipertensão intracraniana resultante do excesso liquórico ventricular, especialmente em hidrocefalia. Contudo, essa técnica pode gerar complicações como obstrução em cateteres e válvulas, forma...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Leite, Izabel Feitosa da Mata, Neto, Adelina Mouta Moreira, Moraes, Guilherme de Aguiar, Silva, Francisco Eduardo, Mourão, Felipe Areias
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2021
Country:Brasil
Institution:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repository:Revista Veras
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/29928
Online Access:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/29928
Access Level:Open access
Keyword:Pseudocisto abdominal
hidrocefalia
derivação ventriculoperitoneal
neurocirurgia.
Description
Summary:INTRODUÇÃO: A derivação ventriculoperitoneal (DVP) constitui importante recurso cirúrgico para controle da hipertensão intracraniana resultante do excesso liquórico ventricular, especialmente em hidrocefalia. Contudo, essa técnica pode gerar complicações como obstrução em cateteres e válvulas, formação de hérnia incisional, infecções, bem como o desenvolvimento de pseudocisto abdominal que embora raro, constitui-se clinicamente significativo. RELATO DE CASO:  Mulher, 21 anos, desenvolveu hidrocefalia tardia após 10 anos de traumatismo cranioencefálico com hemorragia subaracnóidea, cujo tratamento foi a implantação de DVP. Várias revisões do sistema foram realizadas sendo que a última evoluiu com síndrome de hipertensão intracraniana (SHIC) associada à distensão e dor abdominal. As avaliações dos exames de imagem indicaram volumosa formação cística e coleção líquida na extremidade do cateter, característica de pseudocisto. Optou-se por sua ressecção cirúrgica e reposicionamento do cateter distal no abdome. Contudo, três semanas depois, um novo e menor pseudocisto foi detectado, associado a novo quadro de SHIC com manifestações clínicas e neurológicas. Diante disso, decidiu-se pelo reposicionamento do cateter distal em novo sítio configurando a Derivação Ventrículo-Atrial (DVA) cujo resultado foi alta hospitalar e remissão total dos sintomas em 48h. DISCUSSÃO: O tratamento de pseudocistos é variável e dependente do quadro clínico. Nessa perspectiva, em casos mais complexos que resultem em recorrentes revisões e manifestações clínicas, fazem-se necessários a reavaliação do método terapêutico escolhido e, por consequência, a retirada, substituição de todo sistema bem como sua realocação em outras cavidades propícias instituídas na literatura como espaço pleural, átrio direito ou vesícula biliar podem ser necessários para estabilização clínica do paciente. CONCLUSÃO: O tratamento dos casos de pseudocistos não possui padronização terapêutica. Assim, o caso clínico descrito ilustra essa complicação rara da derivação ventriculoperitoneal, enfatizando a importância do diagnóstico assertivo e da conduta adequada a fim de evitar complicações subsequentes e possibilitar um bom prognóstico.