Paisagem estrangeira. Memórias de um bairro judeu no Rio de Janeiro, de Fania Fridman

A professora Fania, do IPPUR, da UFRJ, publicou um compacto e extenuante ensaio sobre um bairro judeu que se estruturou nas primeiras décadas do Brasil republicano e que foi, em grande parte, demolido pela abertura da atual Avenida Presidente Vargas. Com rigor acadêmico e pesquisa paciente e cuidado...

Full description

Bibliographic Details
Author: Lessa, Carlos
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2012
Country:Brasil
Institution:Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE)
Repository:Revista História Econômica & História de Empresas (Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs.hehe.org.br:article/85
Online Access:https://hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/85
Access Level:Open access
Description
Summary:A professora Fania, do IPPUR, da UFRJ, publicou um compacto e extenuante ensaio sobre um bairro judeu que se estruturou nas primeiras décadas do Brasil republicano e que foi, em grande parte, demolido pela abertura da atual Avenida Presidente Vargas. Com rigor acadêmico e pesquisa paciente e cuidadosa, Fania situou o bairro na Praça Onze e desvelou a dinâmica daquele lugar. A partir da conceituação de cidade, comunidade, bairro, colônia e "micro-território", reconstituiu sua dinâmica desde os primórdios coloniais do Século XVII até a drástica remodelação da cidade, nos anos 30. Fez referência às primeiras levas de migrantes judeus para o Ri o de Janeiro, num espaço que alguém já denominou Turquia Pequena. Talvez seja essa conurbação - no espaço entre as atuais ruas Bueno Aires, da Alfândega e Senhor dos Passos - de sírio-libaneses e judeus sefaradins, ambos com passaportes do império otomano, que tenha dado origem, a partir do caixeiro-viajante, à expressão genérica e amistosa de "turco", em todo o interior brasileiro.