A implantação de empreendimentos hidrelétricos: impactos e repercussões socioambientais. O caso da UHE Barra do Braúna (MG)

O trabalho trata de impactos ambientais da implantação de empreendimentos hidrelétricos, tendo como estudo de caso a Usina Hidrelétrica Barra do Braúna, instalada nos municípios de Leopoldina, Cataguases, Laranjal e Recreio, situados na Zona da Mata mineira. Embora a área de influência do empreendim...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Cristóvão, Elaine Coelho
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/565
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/565
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
Hidrelétrica
Conflito
Grupos vulneráveis
Hydroelectric
Conflict
Vulnerable groups
Descripción
Sumario:O trabalho trata de impactos ambientais da implantação de empreendimentos hidrelétricos, tendo como estudo de caso a Usina Hidrelétrica Barra do Braúna, instalada nos municípios de Leopoldina, Cataguases, Laranjal e Recreio, situados na Zona da Mata mineira. Embora a área de influência do empreendimento abranja os 04 (quatro) municípios citados, a ênfase do estudo será dada aos municípios de Laranjal e Palma, mais propriamente à comunidade de pescadores – enquadrada como do tipo vulnerável – a qual tende a sofrer a maior carga dos impactos ambientais, o que traz à baila a discussão sobre Conflito e Justiça Ambiental. Esta temática está inserida nas discussões acerca da implantação de grandes projetos, apoiando-se nos conceitos de Rede e Território, os quais nos auxiliam a compreender a dinâmica de implantação de certos empreendimentos, tal como àqueles hidrelétricos, os quais carregam a ideário da modernidade e do progresso, mas que no local podem ser portadores de contradições e desordem. Mais propriamente, a utilização do conceito de Rede técnica alude a uma conjuntura que pressupõe fluxos de todo o tipo – das mercadorias às informações – atrelados aos fixos, lugares de conexões, que constituem os nós, conforme Dias (2010). O conceito de Território utilizado é aquele concebido como uma apropriação simbólica e como um produto das relações de poder que incluem vários atores, tais como Estado, empresas e indivíduos, os quais através da construção de uma Rede dão forma a um território. Através de cartogramas temáticos, produzidos no ambiente Sistema de Informação Geográfica-SIG, a Zona da Mata é apresentada como um território produtivo, constituído de hidrelétricas dispostas em uma Rede técnica, mas que portam uma lógica estranha àquela existente nos locais de implantação e desencadeiam conflitos ambientais – territoriais – pelo uso e controle do recurso natural. Como uma evidência deste tipo de conflito, é apresentado o caso da população de pescadores atingida pelo empreendimento em tela, a qual ainda sofre pelo impacto da instalação e operação do empreendimento que alterou sua vida cotidiana e seu nicho de trabalho de forma a piorar sua condição de vida e, por essa razão, é alvo da maior carga de impactos ambientais, os quais ainda não foram minimizados, face às medidas de remediação já adotadas. Para o trato dessa questão utilizou-se da pesquisa qualitativa, ao lançar mão de uma revisão bibliográfica, consulta a documentos e realização de entrevistas semiestruturadas com os pescadores, cuja fala e perspectiva a respeito do conflito ambiental pode ser ampliada e explicitada, norteando as conclusões desta pesquisa. Tais conclusões apontam para a influência da lógica do modo de produção capitalista no contexto apresentado, o qual através de uma rede técnica cria um território produtivo, permeado por relações desiguais de poder, que tende a causar degradação, alteração de modos de vida e, portanto, conflito e injustiça Ambiental.