Caracterização longitudinal in vivo do metabolismo cerebral no modelo experimental de hipóxia isquemia neonatal

A encefalopatia hipóxico-isquêmica (HI) é considerada uma das principais causas de mortalidade e morbidade neurológica em recém-nascidos a termos e prematuros. A HI neonatal pode levar a diferentes graus de incapacidade neurológica em neonatos acometidos, tais como paralisia cerebral, autismo, epile...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Azevedo, Pamella Nunes
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/8992
Acceso en línea:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8993
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hipóxia-Isquemia Neonatal
Metabolismo Cerebral
MicroPET-FDG
Rede Metabólica Cerebral
Neonatal Hypoxia-Ischemia
Brain Metabolism
Metabolic Brain Network
CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Descripción
Sumario:A encefalopatia hipóxico-isquêmica (HI) é considerada uma das principais causas de mortalidade e morbidade neurológica em recém-nascidos a termos e prematuros. A HI neonatal pode levar a diferentes graus de incapacidade neurológica em neonatos acometidos, tais como paralisia cerebral, autismo, epilepsia. Apesar dos consideráveis avanços no cuidado neonatal, o manejo clínico de crianças asfixiadas limita-se a medidas de suporte e poucas alternativas dirigem-se à prevenção ou interrupção dos mecanismos de lesão cerebral. A severidade da lesão HI é variável e está ligada a diversos fatores, tais como a natureza e a duração do insulto e background genético, por exemplo. Devido à importância clínica e ao impacto socioeconômico gerado por essa patologia, novas estratégias têm sido estudadas. Sistemas de imagem não invasivos podem ajudar a elucidar os mecanismos de lesão da HI e contribuir na pesquisa de estratégias terapêuticas efetivas. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar in vivo, longitudinalmente, possíveis alterações no metabolismo da glicose cerebral em ratos previamente submetidos ao modelo neonatal de HI por escaneamentos por microPET. O metabolismo cerebral obtidos na imagem funcional foi correlacionado com os parâmetros anatômicos e cognitivos. Ratos Wistar machos no sétimo dia pós-natal (DPN 7) foram submetidos a um modelo HI por oclusão permanente da artéria carótida comum direita e hipóxia sistêmica por 1 h. MicroPET associado a [18]fluor-deoxiglicose (18F-FDG) foi utilizado para investigar o metabolismo cerebral in vivo de ratos aos 8, 10, 15, 36 e 60 dias de idade. Adicionalmente, a memória de orientação espacial foi avaliada através do labirinto aquático de Morris e a perda de volume cerebral foi através de análise histológica. Nossos resultados demostraram um hipometabolismo transitório no córtex, hipocampo e estriado do hemisfério contralateral a lesão hipóxico-isquêmica aos 10 e 15 dias de vida. No hemisfério direito, ipsilateral à lesão, observou-se hipometabolismo aos 36 e 60 dias de vida dos animais hipóxico-isquêmicos para a maioria das regiões avaliadas. Além disso, a HI neonatal alterou a conformação da rede metabólica cerebral em animais adolescentes/adultos previamente submetidos ao modelo quando comparado aos animais controles. Por fim, os prejuízos cognitivos e a perda de volume cerebral em animais HI correlacionaram-se com as alterações no metabolismo cerebral na idade adulta. Assim, concluímos que o microPET-FDG foi eficaz na detecção e quantificação de alterações metabólicas, precoces e tardias, correlacionando o metabolismo cerebral com as lesões cerebrais e déficit cognitivo da HI neonatal.