(Re)configurações do feminino na Trilogia da Solidão, de Patricia Bins

Esta dissertação apresenta uma leitura do feminino na Trilogia da Solidão, a qual é constituída pelos romances Jogo de fiar (1983), Antes que o amor acabe (1984) e Janela do sonho (1986), de Patricia Bins, com ênfase nas personagens femininas, no narrador e no espaço, categorias narrativas centrais...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Mendes, Marta Freitas
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/8434
Acesso em linha:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8434
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Literatura de Autoria Feminina
Patricia Bins
Trilogia da Solidão
LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Descrição
Resumo:Esta dissertação apresenta uma leitura do feminino na Trilogia da Solidão, a qual é constituída pelos romances Jogo de fiar (1983), Antes que o amor acabe (1984) e Janela do sonho (1986), de Patricia Bins, com ênfase nas personagens femininas, no narrador e no espaço, categorias narrativas centrais para a compreensão da trilogia segundo o viés da literatura de autoria feminina. A principal pergunta a ser respondida é: como o feminino se configura e reconfigura ao longo da Trilogia da Solidão? As protagonistas Ara (Jogo de fiar), Anna (Antes que o amor acabe) e Maria (Janela do sonho) são mulheres que se apropriam da escrita para resgatarem e reescreverem suas vidas, assumindo a tarefa de romper o silêncio sobre si mesmas. Nesta trilogia, Bins cria um universo narrativo próprio a partir de temas como solidão, casamento, maternidade, escrita e condição da mulher. A primeira parte deste trabalho retoma conceitos-chave para o posterior desenvolvimento da análise, esclarecendo o que se entende aqui por literatura, narrativa literária, elementos da narrativa e romance, conforme Bakhtin (1993), Reis (2003), Bachelard (1978), Forster (2005), Friedman (2002) e Borneuf & Ouellet (1976), dentre outros. O segundo capítulo situa e comenta a questão do feminino e da literatura escrita por mulheres, a partir de autoras fundamentais, como Beauvoir (1980), Woolf (2014; 2017), Schmidt (1988; 1995) e Richard (2002), assim como reflete sobre a literatura de Bins e o lugar de sua obra dentro da cultura sul-rio-grandense e brasileira. O último capítulo divide-se em três partes, cada uma dedicada um livro da Trilogia da Solidão, em ordem cronológica, seguindo a trajetória das protagonistas Ara, Anna e Maria, com enfoque nos elementos da narrativa escolhidos para, finalmente, abordar a representação do feminino nas obras. Por fim, são dispostas as considerações finais, seguidas das referências e do anexo, o qual inclui o inventário das principais publicações que constituem a fortuna crítica de Patricia Bins.