Homens comentaristas : masculinidades cis-hetero na pornografia mainstream com mulheres trans e travestis

O que se apresenta neste escrito tem como foco a investigação da construção discursiva das masculinidades acerca de mulheres transexuais e travestis na pornogrfia mainstream. Para isso, utilizou-se plataforma do site Xvideos, um dos maiores repositórios de pornografia online mundial e que oferece di...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Dias, Eduardo Machado
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/278561
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/278561
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Psicologia social
Masculinidade
Pornografia
Sexualidade
Análise do discurso
Travestilidade
Transexualidade
Masculinities
Pornography
Discourse
Transsexualities
Transvestites
Descripción
Sumario:O que se apresenta neste escrito tem como foco a investigação da construção discursiva das masculinidades acerca de mulheres transexuais e travestis na pornogrfia mainstream. Para isso, utilizou-se plataforma do site Xvideos, um dos maiores repositórios de pornografia online mundial e que oferece diversas opções de material pornográfico a ser consumido. Através do uso metodológico da análise do discurso, foram selecionados comentários feitos por homens cisgêneros em nove vídeos diferentes, todos eles tendo como temática a relação sexual com mulheres trans e travestis. O que se objetivou foi questionar e problematizar como estas produções de discurso evidenciam a construção das masculinidades e se associam às altas taxas de violência contra mulheres trans e travestis no Brasil. Ao final, conclui-se que a produção discursiva de homens na pornografia marca-se como uma extensão daquela cotidianamente reiterada contra grupos marginalizados e na constituição de uma dinâmica cisgênero incongruente quanto a sua posição subjetiva. Tal constituição cisgênero que nada tem de estanque, que se constitui pela repressão, devido a dificuldade em promover rupturas com as estruturas normativas e dinâmicas de poder.