A alterização da mulher no projeto nacional irlandês
O anticolonialismo irlandês pautou-se na maximização de fronteiras de gênero com vistas a acentuar a hombridade dos homens gaélicos em face de sua feminização pelo colonialismo inglês, que se legitimava pela atribuição de gênero ao vínculo entre Inglaterra e Irlanda ao inscrever o império no registr...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de Brasília (UnB) |
| Repositorio: | História, Histórias |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/10912 |
| Acceso en línea: | https://periodicos.unb.br/index.php/hh/article/view/10912 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Irlanda Projeto Nacional Mulheres Alterização |
| Sumario: | O anticolonialismo irlandês pautou-se na maximização de fronteiras de gênero com vistas a acentuar a hombridade dos homens gaélicos em face de sua feminização pelo colonialismo inglês, que se legitimava pela atribuição de gênero ao vínculo entre Inglaterra e Irlanda ao inscrever o império no registro masculino e a colônia no feminino. Mediante pesquisa em fontes primárias, investigamos as implicações dessa contra-estratégia na representação de mulheres subversivas que desafiavam uma matriz de gênero dual em que a masculinidade se definia em relação oposicional e complementar com a feminilidade. Tanto as feministas, que antepunham sua agenda ao nacionalismo, quanto as republicanas, que defendiam a nação antes com o rifle do que com o rosário, eram “alterizadas” pela intelligentsia nacionalista como aberrações de gênero por meio de descrições caricaturais que mal escamoteavam o temor de sua transgressão desestabilizar as balizas de gênero que sustentavam o projeto de remasculinização nacional. |
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