O discurso ontológico e a teoria crítica de Herbert Marcuse: gênese da filosofia da psicanálise (1927-1955)
O projeto de uma filosofia da psicanálise em Eros e Civilização apresenta a teoria crítica da economia libidinal da sociedade industrial avançada, configurada pela angústia de uma estrutura cultural cujas possibilidades abertas para a gratificação dos desejos logo são impedidas pela dialética fatal...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-21012009-103514 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-21012009-103514/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Anthropology Antropologia Critical theory Herbert Marcuse Ontologia Ontology Psicanálise Psychoanalysis Teoria crítica |
| Sumario: | O projeto de uma filosofia da psicanálise em Eros e Civilização apresenta a teoria crítica da economia libidinal da sociedade industrial avançada, configurada pela angústia de uma estrutura cultural cujas possibilidades abertas para a gratificação dos desejos logo são impedidas pela dialética fatal própria à lógica da dominação. Esta escolha expressa uma trajetória intelectual que sempre se questionou pela revolução que nunca aconteceu. Desde a juventude, Marcuse procurou conferir bases seguras para esta perspectiva. Justamente por esta busca, o filósofo depara-se com a ontologia fenomenológica de Heidegger, absorvendo questões existenciais fundantes, sobretudo, a da relação entre o homem e o mundo. Isto não significa uma filiação direta de Marcuse ao pensamento heideggeriano, mas uma relação permeada por divergências. Esta trajetória intelectual, de outro modo, não se desenvolve por um afastamento da ontologia, como muitos comentadores propõem ao valorizar a perspectiva antropológica de Marcuse. Contrariamente, nossa pesquisa aponta o aprofundamento do discurso ontológico do filósofo, não mais apoiado no esvaziamento positivo do Dasein, mas na concretude negativa da dinâmica histórica. Esta ontologia alcança camadas profundas da história da dominação, cuja arqueologia é apresentada pela teoria psicanalítica das pulsões. Eros e Civilização alcança, pois, o limiar entre natureza e cultura, encontrando aí não apenas a lógica da dominação, mas também possibilidades para sua superação, formulada por uma lógica da gratificação em uma civilização não-repressiva. |
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