Aprender com loucos e loucura
Aprender com loucos e loucura é um exercício cartográfico, que tenta privilegiar processos díspares e descarrilhados mais do que clareiras da consciência e da razão nos gestos de pesquisa. Tomando como fio condutor experiências do campo da saúde mental, com narrativas de loucos e profissionais com c...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/71516 |
| Acesso em linha: | https://hdl.handle.net/11600/71516 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Louco Loucura Aprendizagens Encontros Mental Madness Learnings Encounters |
| Resumo: | Aprender com loucos e loucura é um exercício cartográfico, que tenta privilegiar processos díspares e descarrilhados mais do que clareiras da consciência e da razão nos gestos de pesquisa. Tomando como fio condutor experiências do campo da saúde mental, com narrativas de loucos e profissionais com certa trajetória na vizinhança da loucura, se deu um tateamento de encontros, produção de cenas verossímeis que buscaram sobressair em meio a prognósticos, diagnósticos, prescrições e tudo mais que certa perspectiva clínica hegemônica determina. Nuvens de experiências anteriores à pesquisa e acontecimentos como pandemia, morte, luto e outros marcaram essa investigação. Uma aposta metodológica de dar passagem aos afetos, engendrando com movimentos como: começos, vários – aproximações, espanto, ficar – ficar e seguir – o que vem antes… outro começo, movimentos com pistas para uma problematização acerca das aprendizagens com loucos e loucura. A investigação expressa ora cenas fotográficas mais delimitadas, ora mais fragmentadas, misturando e conectando às histórias de viventes infames, que ganham relevância num arrastão de certezas e incertezas, inquietações e provocações. Um conjunto aberto, que busca explorar o que podemos aprender com alguém que enfrenta a dor fazendo espacate e que conversa com cobras. Com quem se comunica com raios-gritos, com um artista que pinta diabos, com várias vozes de mulheres loucas e com alguém que anuncia o tsunami. O que podemos aprender com incômodos, medos e fantasias. Com conhecimentos páticos, presenças sem mediação, provocando a pensar que aprender é a capacidade do corpo ser afetado de múltiplas formas, em variados encontros, a partir de experiências marcantes, saberes ziguezagueantes que ocorreram em pequenos e quase invisíveis movimentos. Experiências que muitas vezes não foram reconhecidas, aquelas que não se enquadraram em uma métrica pré-estabelecida do modelo asséptico de saúde, foram deslocamentos de uma investigação que reconhece a exclusão, solidão, sofrimento e ao mesmo tempo as dores e alegrias de aprendizagens com os loucos e a loucura para a vida de todo e qualquer um. |
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