Políticas Tributárias de Isenção para Aplicações Financeiras

Embora o gasto público brasileiro seja progressivo, por beneficiar proporcionalmente mais os indivíduos de menor renda, a estrutura tributária é regressiva, tributa proporcionalmente menos indivíduos com maior renda. A regressividade deriva da elevada participação dos tributos indiretos, impostos so...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ribeiro, Thomaz Augusto Brenha
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-25082022-225953
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100138/tde-25082022-225953/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aplicações Financeiras
Capital Income
Financial Investments
Gasto Tributário
Isenção
Política Tributária
Progressividade
Progressivity
Rendas do Capital
Tax Exemption
Tax Expenditures
Tax Policy
Descripción
Sumario:Embora o gasto público brasileiro seja progressivo, por beneficiar proporcionalmente mais os indivíduos de menor renda, a estrutura tributária é regressiva, tributa proporcionalmente menos indivíduos com maior renda. A regressividade deriva da elevada participação dos tributos indiretos, impostos sobre bens e serviços, e da baixa participação da tributação direta, impostos sobre a renda e o patrimônio. Para compreender os fatores que contribuem para regressividade nos tributos esta dissertação se debruça sobre as políticas de isenção de imposto para aplicações financeiras. São políticas inspiradas na teoria da tributação ótima, modelo teórico influente na formulação das políticas do final do século XX, mas que atualmente está sendo revisto por conta dos impactos que gera para a arrecadação e a progressividade dos sistemas tributários. As isenções para aplicações financeiras são reconhecidas como gastos tributários e beneficiam os indivíduos das faixas mais elevadas da renda. Esses benefícios persistem ao longo do tempo porque são protegidos por grupos interessados em mantê-los. Por outro lado, as isenções podem gerar externalidades positivas, como promover instrumentos financeiros que reduzem o custo de crédito. Dessa forma, a análise propõe um debate sobre como as políticas tributárias de isenção de aplicações financeiras podem ser avaliadas, ponderando seus custos e os eventuais benefícios.