[fr] PARADOXES ET PERTINENCES CLINIQUES DU CONCEPT D´IDENTIFICATION DANS L ENSEIGNEMENT DE JACQUES LACAN

[pt] A invenção da psicanálise é marcada pela introdução do conceito de inconsciente, o que impõe ao pesquisador deste campo a análise de todo e qualquer conceito que pertença ao domínio da psicologia em geral a partir desta especifidade. Este trabalho visa uma retomada da estrutura mínima do laço s...

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Detalhes bibliográficos
Autor: MARIA APARECIDA DE ANDRADE NOVAES
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:10116
Acesso em linha:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=10116&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=10116&idi=3
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.10116
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:[pt] IDENTIFICACAO
[pt] TRANSFERENCIA
[pt] INCONSCIENTE
[pt] PSICANALISE
[pt] SIGNIFICANTE
[fr] IDENTIFICATION
[fr] TRANSFERT
[fr] INCONSCIENT
[fr] PSYCHANALYSE
[fr] SIGNIFIANT
Descrição
Resumo:[pt] A invenção da psicanálise é marcada pela introdução do conceito de inconsciente, o que impõe ao pesquisador deste campo a análise de todo e qualquer conceito que pertença ao domínio da psicologia em geral a partir desta especifidade. Este trabalho visa uma retomada da estrutura mínima do laço social, pensando- o a partir da suposição do inconsciente. A identificação ao traço unário, modalidade extraída por Lacan da teoria geral das identificações proposta por Freud, é a ferramenta conceitual utilizada neste trabalho para se pensar uma suposta especificidade psicanalítica do laço social, sendo o fundamento teórico necessário para se pensar um laço que se configura diferentemente, graças à presença do analista, que faz consistir o inconsciente no laço sem que isso comporte sua dissolução. A transferência, que pode ser definida como a própria estrutura da experiência analítica, será portanto o palco de onde poderá se situar a identificação ao traço unário como fundamento do laço social. Tal operação, porém, implica necessariamente na relação do sujeito não só ao significante, mas também ao que Lacan denominou objeto a, isto que toma parte na constituição do sujeito, sendo propriamente aquilo que ele é, ao mesmo tempo em que dele precisa estar separado, situando-se como algo da ordem donão-identificável, algo que atua como causa de desejo, no lugar de uma exterioridade, e que, quando irrompe, será sob a forma desestruturante da angústia. Dito isso, a identificação impõe um paradoxo que convoca a uma revisão deste percurso teórico de Lacan, de modo a questionar de que maneira o objeto toma parte na constituição de um corpo e da identidade do sujeito, sem que compareça como o que faz exceção, para além do representável e do visível. Neste sentido, o presente trabalho propõe o uso do conceito de letra e de um exemplo literário como via possível para este impasse, eminentemente clínico.