RELIGIÃO E VIOLÊNCIA EM A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA

Este artigo busca refletir sobre a configuração da violência no conto A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa. Ao creditar importância aos condicionantes históricos para entender a natureza brutal da sociedade sertaneja, destacamos em nossa análise como a religião edifica uma nova forma...

Full description

Bibliographic Details
Author: Pereira, João Batista
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2016
Country:Brasil
Institution:Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística (ANPOLL)
Repository:Revista da ANPOLL (Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs.revistadaanpoll.emnuvens.com.br:article/947
Online Access:https://revistadaanpoll.emnuvens.com.br/revista/article/view/947
Access Level:Open access
Keyword:Augusto Matraga
Alegoria benjaminiana
Guimarães Rosa
Description
Summary:Este artigo busca refletir sobre a configuração da violência no conto A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa. Ao creditar importância aos condicionantes históricos para entender a natureza brutal da sociedade sertaneja, destacamos em nossa análise como a religião edifica uma nova forma de opressão, operando contra os princípios éticos e morais que definem a subjetividade do protagonista. Os pressupostos teóricos antevistos no livro Origem do drama trágico alemão, de Walter Benjamin, em cujos fundamentos a alegoria, em liame com a perspectiva dialética, se alça como categoria analítica, embasaram a leitura do relato rosiano. Concluímos que, ao abandonar as práticas cristãs e se voltar para a face secular do sertão, a formação pietista de Augusto Matraga foi insuficiente para redimir as atribulações de sua alma. Para aceitar o fardo que era viver em um espaço social profanado pela história e abandonado por Deus, a morte se insurge como um espelho que reflete os contornos mais luminosos de sua redenção.  This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.