A pobreza na teoria social hegeliana

A dinâmica estabelecida através da expansão moderna da atividade industrial, quando o capitalismo estava na fase inicial do seu desenvolvimento, determinou mudanças nas condições sociais, econômicas e políticas estabelecendo um novo código de conduta para os indivíduos na sociedade. Em Linhas fundam...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Ornelas, Taiane Andrade
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositório:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42139
Acesso em linha:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42139
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Pobreza
Teoria social
Hegel
Poverty
Social Theory
Descrição
Resumo:A dinâmica estabelecida através da expansão moderna da atividade industrial, quando o capitalismo estava na fase inicial do seu desenvolvimento, determinou mudanças nas condições sociais, econômicas e políticas estabelecendo um novo código de conduta para os indivíduos na sociedade. Em Linhas fundamentais da filosofia do direito, Hegel realiza um diagnóstico das patologias na sociedade civil burguesa. Se, por um lado, a expansão da economia de mercado favorece o acúmulo de riqueza, por outro, porém, também gera a pobreza. Nosso objetivo foi analisar a concepção hegeliana de pobreza na sociedade civil. A pobreza é um tema fundamental, pois coloca em xeque a legitimação da vida ética racional e a atualização da liberdade. Aqui, retomamos os passos de Hegel a partir de sua fortuna crítica, para apresentar sua concepção, quer dizer, o conceito, sua efetividade e as possíveis soluções para a pobreza. No primeiro capítulo, apresentamos o conceito hegeliano de pobreza, como ele emerge necessariamente das dinâmicas na sociedade civil; no segundo, investigamos as consequências da pobreza como perda do que constitui a característica fundamental dos tempos modernos, a liberdade subjetiva do indivíduo, seu direito de ser reconhecido e honrado como tal e a garantia de existir na e pela sociedade; por fim, examinamos os soluções de superação da pobreza apresentados por Hegel e estabelecemos seus limites.