Transações com Partes Relacionadas em empresas com estrutura piramidal: uma comparação dos fatores explicativos nas controladoras e coligadas

Objetivo: Na ausência de mecanismos para proteger acionistas minoritários, controladores poderão exercer benefícios privados, utilizando mecanismos como as Transações com Partes Relacionadas (TPRs) ou desvios de direitos. O objetivo deste artigo é analisar os fatores explicativos das TPRs, em...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Mendonça Flores, Silvia Amélia, Bernardi Sonza, Igor
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon)
Repositorio:Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade
Idioma:portugués
inglés
OAI Identifier:oai:ojs.www.repec.org.br:article/2900
Acesso em linha:https://www.repec.org.br/repec/article/view/2900
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Transações com Partes Relacionadas
Estrutura Piramidal
Empresas Controladoras/Controladas
Empresas Coligadas
Descrição
Resumo:Objetivo: Na ausência de mecanismos para proteger acionistas minoritários, controladores poderão exercer benefícios privados, utilizando mecanismos como as Transações com Partes Relacionadas (TPRs) ou desvios de direitos. O objetivo deste artigo é analisar os fatores explicativos das TPRs, em empresas controladoras/controladas e coligadas com estrutura piramidal no Brasil. Método: Os dados de TPRs foram obtidos por meio do Formulário de Referência para 153 empresas no período de 2010 a 2017. Mediante a estimação de regressões quantílicas, buscou-se encontrar os fatores (presença de estrutura piramidal, desempenho, valor da firma e governança corporativa) que mais explicam essas transações, tanto entre controladoras/controladas quanto entre coligadas. Resultados: Para controladoras/controladas, os fatores explicativos das TPRs são os desvios de direitos, alavancagem, presença de acionistas estrangeiros e auditores independentes. Para coligadas, constataram- se efeitos da rentabilidade do ativo (ROA), tangibilidade e auditoria pelas Big Four.Contribuições: O estudo contribui ao demonstrar que há um efeito da estrutura piramidal nas TPRs sem empresas controladoras/controladas e do desempenho nas coligadas, sendo que a governança não foi um moderador para mitigar conflitos de interesses. Portanto, abordaram-se temáticas pouco exploradas na literatura nacional e nos mercados emergentes, caracterizados por estruturas de propriedade concentradas, permitindo novos caminhos para as relações de agência. Palavras-chave: Transações com partes relacionadas; Estrutura piramidal; Empresas controladoras/ controladas; Empresas coligadas.