Efetividade do uso de morfina gel em pacientes com feridas neoplásicas dolorosas em mama ou cabeça e pescoço: piloto de ensaio clínico randomizado duplo cego – MorphineGEL
Introdução: Aproximadamente 5-15% dos pacientes oncológicos apresentarão algum tipo de ferida neoplásica durante o curso da doença. E destes, em geral, 55–95% dos pacientes com feridas neoplásicas experimentam dor local. Como tratamento tópico, encontramos estudos que comprovam que a utilização de m...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/40420 |
| Acceso en línea: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/40420 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Dor Conforto Feridas Malignas Morfina Gel Mama Cabeça e Pescoço Cuidados Paliativos Conforto do Paciente Ferimentos e Lesões Pain Comfort Malignant Wounds Morphine Gel Breast Head and Neck Palliative Care Dolor Confort Heridas Malignas Gel de Morfina Cabeza y Cuello |
| Sumario: | Introdução: Aproximadamente 5-15% dos pacientes oncológicos apresentarão algum tipo de ferida neoplásica durante o curso da doença. E destes, em geral, 55–95% dos pacientes com feridas neoplásicas experimentam dor local. Como tratamento tópico, encontramos estudos que comprovam que a utilização de morfina tópica em feridas é segura e pode trazer resultados positivos para a prática clínica. Objetivo geral: Analisar a efetividade do uso de morfina tópica no controle da dor local e promoção do conforto em pacientes com feridas neoplásicas em mama ou cabeça e pescoço. Método: Piloto de ensaio clínico randomizado (ECR) de fase II, duplo cego, em centro único, incluindo pacientes com feridas neoplásicas dolorosas em mama e cabeça e pescoço, que receberam a intervenção com morfina gel ou o controle, no caso a lidocaína geleia a 2%. O desfecho primário é a intensidade da dor avaliada ao final do seguimento de 3 dias consecutivos. O estudo foi realizado na internação hospitalar de uma unidade de cuidados paliativos exclusivos referência no Brasil. O cálculo amostral aponta a necessidade de inclusão de 53 pacientes para a amostra completa. Foi realizada a análise descritiva do perfil da amostra e comparação das variáveis da linha de base dos grupos controle e intervenção com o objetivo de garantir que os pacientes dos dois grupos não apresentam diferenças significativas na linha de base. Os formulários de coleta de dados (eCRF) foram customizados no software REDCap pela equipe de gerenciamento de dados da Divisão de Pesquisa Clínica e Desenvolvimento Tecnológico (DIPETEC). Para os diferentes momentos, as diferenças médias e os intervalos de confiança de 95% entre os grupos de randomização foram estimados por regressão linear, ajustando para a linha de base. A análise de intenção de tratar (ITT) incluiu todos os pacientes randomizados que receberam pelo menos uma dose do medicamento do estudo alocado. Os dados foram exportados para o software STATA. Resultados: Os dois grupos apresentaram redução da dor, no entanto o grupo intervenção apresentou melhora na média de conforto após o tratamento. A média de dor dos grupos na linha de base foi de 8,75 e 5,7 para lidocaína e morfina, respectivamente, e no follow up, foi de 3,5 e 2,3. Quanto ao escore de conforto na linha de base, temos a média de 142,3 no grupo lidocaína e 138,3 para morfina. Já no follow up, a média de 141,0 e 144,0. Conclusão: A análise descritiva sugere que a morfina em gel é segura e os pacientes apresentaram boa tolerabilidade ao tratamento com ganhos em redução de dor e conforto. Sugerimos novos estudos clínicos com amostras maiores. |
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