| Resumo: | O objetivo do artigo é demarcar o significado conceitual para a expressão Pedagogia Integradora, assumindo-a como um mote para problematizar a ampliação dos tempos e espaços formativos em experiências de Educação Integral que articulam aspectos escolares e não escolares. Buscamos identificar que a Educação Integral demanda a construção de uma Pedagogia Integradora orientada por proposições didático-curriculares que visem superar antagonismos entre saberes e modos de ação surgidos da dicotomização entre o aprender na escola e fora dela. As assertivas teóricas se aliam à análise de dados de uma pesquisa de Educação Comparada Intranacional para explorar o desenvolvimento do Projeto Político-Pedagógico e do Currículo em quatro escolas no Rio Grande do Sul. O texto aponta que as agendas escolares de Educação Integral são materializadas por novos arranjos de formação que, mesmo tendo se ampliado em termos de pluralização de experiências, enfrentam desafios para romper a dicotomia que existe entre o aprender em sala de aula, que se delineia em torno de conteúdos fortemente disciplinarizados, e o que se aprende fora dela, por meio de outras dinâmicas institucionais. Na construção de uma Pedagogia Integradora, as escolas se veem diante da possibilidade de investir em mediações didáticas que dinamizem a relação dos sujeitos com os saberes e experiências formativas, visando abranger dimensões do desenvolvimento individual e coletivo que atendam ao princípio da integralidade.
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