Protests as 'events': the symbolic struggles in 2013 demonstrations in Turkey and Brazil
Introdução: O conceito de “acontecimento” oferece uma perspectiva interessante para a compreensão de disputas discursivas nos protestos e sobre eles. Por “acontecimento”, entendemos rupturas da continuidade da experiência que alimentam disputas políticas pela reinterpretação de passados e futuros. P...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFMG |
| Idioma: | inglés |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufmg.br:1843/54348 |
| Acceso en línea: | https://doi.org/10.1590/1678987319276901 http://hdl.handle.net/1843/54348 https://orcid.org/0000-0002-7754-3359 https://orcid.org/0000-0002-3649-2882 https://orcid.org/0000-0001-8662-4882 https://orcid.org/0000-0001-9212-3240 https://orcid.org/0000-0002-1218-4498 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Events Protests June journeys Gezi Park Facebook (Rede social on-line) Comunicação Movimentos sociais |
| Sumario: | Introdução: O conceito de “acontecimento” oferece uma perspectiva interessante para a compreensão de disputas discursivas nos protestos e sobre eles. Por “acontecimento”, entendemos rupturas da continuidade da experiência que alimentam disputas políticas pela reinterpretação de passados e futuros. Partindo do conceito e de sua utilidade para a leitura de disputas simbólicas, este artigo busca analisar os protestos de 2013 no Brasil e na Turquia. Investigamos como as razões a alicerçar tais protestos foram enquadradas e como esses enquadramentos mudaram ao longo do tempo, abrindo novas interpretações de passado e provendo novas possibilidades de imaginação do futuro. Materiais e Métodos: Dados foram gerados a partir de quatro páginas do Facebook, coletando mensagens postadas ao longo dos primeiros 30 dias de protestos em cada um dos países. No caso brasileiro, coletamos os posts de: (1) Passe Livre São Paulo (301.787 likes), o grupo que iniciou a onda de protestos; e (2) O Gigante Acordou (155.690 likes), um coletivo que emergiu durante os protestos, representando perspectivas nacionalistas. Ao todo, foram coletados 626 posts em ambas as páginas. No caso turco, analisaram-se posts que apareceram em: (1) Taksim Dayanismasi (82.479 likes), uma associação que teve papel significativo na organização e mobilização dos protestos do Gezi Park; e (2) Recep Tayyip Erdogan (6.957.408 likes), uma página pró-governo e essencialmente anti-protestos. Codificamos cada post indutivamente, enfocando, particularmente, o modo como eles enquadraram as causas dos protestos. Identificamos, então, a frequência de cada enquadramento nos 30 dias iniciais dos protestos e exploramos se, e como, isso se transformou ao longo do tempo. Resultados: A análise revelou a existência de viradas significativas na forma como as causas dos protestos foram enquadradas em ambos os países, mas com implicações distintas. Enquanto no Brasil, a “transformação de quadro” observada minou o foco inicial dos manifestantes, na Turquia, observa-se uma situação de “expansão do quadro”, com a tematização de questões mais amplas como causas dos protestos, como a natureza autoritária do regime e as restrições a direitos democráticos no país. Discussão: O artigo oferece uma maneira de analisar protestos com base na lente conceitual do “acontecimento”, esclarecendo o papel das mídias sociais no contexto das lutas simbólicas em torno dos protestos. Além disso, ele abre debate sobre as disputas de enquadramento a atravessar desdobramentos contemporâneos da democracia em ambos os países. |
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