Os sentidos subjetivos da avaliação psicológica em altas habilidades/superdotação

O presente trabalho propõe identificar os sentidos subjetivos da avaliação psicológica em Altas Habilidades/Superdotação, bem como compreender como é ser superdotado, analisando de maneira contextualizada como a subjetividade social e individual - enquanto unidade dialética-, se expressa e configura...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Iorio, Naila de Mattos
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Repositório:Repositório Institucional da UFMS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufms.br:123456789/2518
Acesso em linha:https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2518
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Adolescentes Superdotados
Gifted Teenagers
Superdotados
Gifted Persons
Subjetividade
Subjectivity
Psicometria
Psychometrics
Descrição
Resumo:O presente trabalho propõe identificar os sentidos subjetivos da avaliação psicológica em Altas Habilidades/Superdotação, bem como compreender como é ser superdotado, analisando de maneira contextualizada como a subjetividade social e individual - enquanto unidade dialética-, se expressa e configura na constituição subjetiva de alunos identificados como superdotados. Quatro sujeitos que frequentam o Núcleo de Atividades em Altas Habilidades/Superdotação do Estado de Mato Grosso do Sul, na faixa etária entre 15 e 17 anos, estudantes da Rede Pública Estadual da cidade de Campo Grande – Mato Grosso do Sul participaram desse estudo. Trata-se de uma pesquisa apoiada na perspectiva da Psicologia Histórico-cultural, portanto, baseada nos preceitos do Materialismo Histórico-dialético e amparada na Teoria da Subjetividade de González Rey, que subsidia tanto o processo de construção das informações quanto as análises construtivas-interpretativas. Na intenção de dar voz a estes sujeitos, optamos pela técnica de sistemas conversacionais, adotada tanto nos dois encontros em grupo quanto nos encontros individuais. Outro instrumento indutor elencado foi o completamento de frases, sendo que, todos possuem o caráter de facilitadores das informações e a qualidade de complementariedade entre si. As informações e configurações subjetivas construídas ao longo deste estudo estão dispostas em dois eixos de análises (1 - Os sentidos subjetivos das avaliações psicológicas e 2 - Ser superdotado: entre construções e contradições), empregados com o intuito de organizar e identificar os indicadores de sentidos subjetivos dos sujeitos-participantes visando, sobretudo, avançar da descrição para a explicação de totalidade desses sujeitos, alçando novas zonas de sentido para o tema discutido. Todos os sujeitos-participantes fizeram comparações entre as avaliações escolares e a avaliação feita pelo Núcleo de Atividades em Altas Habilidades/Superdotação de Mato Grosso do Sul, da mesma maneira, todos ressaltaram a importância do vínculo formado com as avaliadoras durante este processo; nenhum deles soube informar ou descrever quais os testes ou instrumentos psicológicos foram empregados; por unanimidade afirmam que não receberam informações referentes às Altas Habilidades/Superdotação durante a avaliação ou mesmo durante a entrevista devolutiva. Como resultados, o estudo aponta para as avaliações psicológicas enquanto um processo dialógico de construção do conhecimento que possa viabilizar a aprendizagem sobre si mesmo e sobre o que nos cerca e, como possibilidade de abertura de novas ações e de ressignificações de sentidos subjetivos para os envolvidos. Desse modo, enquanto práxis, as avaliações ainda suscitam desafios que convergem em aspectos epistemológicos, metodológicos e éticos para a ciência psicológica na atualidade.