Assinaturas metabolômicas da influência do holding time sobre o aumento da criotolerância dos espermatozoides suínos
A criopreservação do sêmen suíno ainda é um grande desafio em decorrência de diferenças no potencial de criotolerância dos ejaculados que influenciam a qualidade do sêmen descongelado. O holding time (HT) é uma alternativa utilizada nos protocolos de criopreservação para melhorar a qualidade do sême...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-09042020-122101 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-09042020-122101/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Congelabilidade Criopreservação Cryopreservation Freezability Metabólitos Metabolomics Plasma seminal Semen Sêmen Seminal plasma |
| Sumario: | A criopreservação do sêmen suíno ainda é um grande desafio em decorrência de diferenças no potencial de criotolerância dos ejaculados que influenciam a qualidade do sêmen descongelado. O holding time (HT) é uma alternativa utilizada nos protocolos de criopreservação para melhorar a qualidade do sêmen descongelado, é caracterizado pela refrigeração do sêmen à 17 ºC anterior à criopreservação. Entretanto, não se sabe o período ideal de manutenção dessa refrigeração. Durante esse período ocorrem interações não conhecidas entre os espermatozoides e o plasma seminal (e diluidor) que podem alterar o potencial de criotolerância de forma distinta entre ejaculados de alta e baixa congelabilidade. Para tentar compreender essas interações, a utilização da metabolômica como ferramenta molecular é essencial, já que a metabolômica é considerada o fenótipo bioquímico das células/fluídos em determinado momento. O presente estudo teve como objetivo 1) verificar qual o período de HT ideal para criopreservação; 2) verificar se a congelabilidade dos ejaculados é afetada pelo uso do HT; e 3) averiguar os efeitos do HT sobre a congelabilidade dos ejaculados no metaboloma dos espermatozoides e do plasma seminal (PS) de suínos. No primeiro estudo, o sêmen foi criopreservado utilizando sete diferente período de HT (0, 4, 8, 12, 24, 28 e 32 horas). Os resultados do sêmen descongelado mostraram que para a motilidade total e progressiva e para a integridade das membranas plasmática e acrossomal os melhores resultados foram obtidos com 24 horas de HT. Para o segundo estudo foi feita uma coleta de cada um dos 27 cachaços. Estes ejaculados foram criopreservados com (24 horas) e sem (0 horas) o uso de HT; após cada período de HT (0 e 24 horas) o PS e os espermatozoides foram separados para posterior análise do metaboloma. Do total de ejaculados cinco foram classificados como de alta (EAC) e cinco como de baixa (EBC) congelabilidade com base na perda de motilidade total e integridade de membrana plasmática. Foi observado interação entre o uso de HT e a congelabilidade dos ejaculados, ou seja, os EAC somente são capazes de demostrar esse potencial se criopreservados após 24 horas à 17ºC. Ainda, foram realizadas as análises metabolômicas do PS e dos espermatozoides antes e após o HT dos EAC e EBC. Com essas análises foi possível descrever que a assinatura metabolômica dos espermatozoides é decorrente das diferenças de congelabilidade inerentes ao ejaculado, caracterizada pelas alterações de abundância de alguns metabolitos entre os grupos experimentais. Já a assinatura metabolômica do PS é decorrente das diferenças intrínsecas ao HT, caracterizada pelas alterações na abundância dos metabólitos entre os ejaculados que passaram ou não por HT. Com isso, é possível que a interação entre as diferenças dos metabólitos dos espermatozoides e do PS pode ser responsável por explicar os resultados observados na fisiologia dos espermatozoides descongelados. |
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