Le livre d'artiste de Raquel "Kuki" Giubileo : un travail avec les autres papiers

Desde o processo de formação dos Estados-Nação, foi necessário construir uma ficção de deserto (Rodriguez, 2010) para territórios distantes dos grandes centros urbanos. Isso exigia uma literatura e um arquivo que o acompanhasse, sustentasse e justificasse. Neste artigo nos perguntamos: O que há onde...

Full description

Bibliographic Details
Author: Fayolle, Lucía
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Manuscrítica (Online)
Language:Spanish
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/209265
Online Access:https://revistas.usp.br/manuscritica/article/view/209265
Access Level:Open access
Keyword:Archivo
Impulso de archivo
Libro de artista
Desierto
Archive
Archival impulse
Artist book
Desert
Arquivo
Impulso de arquivar
Livro de artista
Deserto
Description
Summary:Desde o processo de formação dos Estados-Nação, foi necessário construir uma ficção de deserto (Rodriguez, 2010) para territórios distantes dos grandes centros urbanos. Isso exigia uma literatura e um arquivo que o acompanhasse, sustentasse e justificasse. Neste artigo nos perguntamos: O que há onde o vazio, o deserto, a barbárie foram ficcionalizados? O que impediu a destruição e o desaparecimento dos papéis que hoje reencontramos da arte e da literatura? (Didi-Huberman, 2021) O que os artistas do noroeste da província de Buenos Aires fazem com os papéis que ficaram de fora do arquivo oficial? Que versões da história suas obras contam? Como intervêm na ficção dominante, que continua a operar nas nossas formas de conceber a literatura e a arte? Exploramos o livro de artista (Borsuk, 2020) de Raquel “Kuki” Giubileo, artista-costureira-dona-de-casa-deficiente-prima de Cecilia Giubileo (desaparecida na democracia), que, movida pelo impulso de arquivar (Foster, 2016), reuniu 7 trabalhos cuja lei de consignação (Derrida, 1997) é sua própria biografia, para mostrar outra versão da história e construir um biodrama (Tellas, 2018) de múltiplas escritas que a fazem protagonista.