Resistência e subversão no romance gráfico Persépolis, de Marjane Satrapi
O presente trabalho propõe uma análise do romance gráfico (graphic novel)Persépolis, da escritora iraniana Marjane Satrapi. Para a análise, foram selecionados apenas os quadrinhos que apresentam elementos de comicidade, que dão o efeito de alívio cômico, uma vez que aparecem sempre após grande tensã...
| Authors: | , |
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2022 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Paraná (UFPR) |
| Repository: | Revista X |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/82910 |
| Online Access: | https://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/82910 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Graphic Novel Persépolis Alívio cômico Feminismo. |
| Summary: | O presente trabalho propõe uma análise do romance gráfico (graphic novel)Persépolis, da escritora iraniana Marjane Satrapi. Para a análise, foram selecionados apenas os quadrinhos que apresentam elementos de comicidade, que dão o efeito de alívio cômico, uma vez que aparecem sempre após grande tensão na história e que são usados para satirizar os acontecimentos históricos que se entrelaçam ao relato autobiográfico da narradora, a saber, a Revolução Iraniana de 1979, que transformou a monarquia do Xá Reza Pahlevi, rei pró-Ocidente, em uma República islâmica teocrática, acarretando a mudança de Satrapi para a Europa. O romance gráfico alterna momentos de tensão com o uso massivo do alívio cômico de forma a criticar os efeitos da revolução na vida dos cidadãos iranianos à época, especialmente a forma como o Estado passa a perseguir, torturar e matar os opositores do regime, como pessoas do círculo íntimo da própria autora. O presente trabalho analisa esta autobiografia em formato de quadrinhos sob a ótica dos estudos culturais feministas contemporâneos que buscam pensar a condição da mulher na sociedade, uma vez que a obra é marcada por episódios de violência contra mulheres que foram destituídas de poder de autogerência sobre seus corpos e vidas. |
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