O conceito de Diferença em Gilles Deleuze como um projeto de subversão do platonismo

Esta pesquisa tem como foco realizar uma análise da crítica deleuziana, que rompe com o primado da identidade e da representação através do conceito de “simulacro” tal como aparece no pensamento de Platão, onde os conceitos de modelo e cópia, sensível e inteligível são superados em favor da “diferen...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Aline Kelly Ferreira da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/210999
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/210999
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Deleuze
Diferença
Platão
Simulacro
Difference
Plato
Simulacrum
Descripción
Sumario:Esta pesquisa tem como foco realizar uma análise da crítica deleuziana, que rompe com o primado da identidade e da representação através do conceito de “simulacro” tal como aparece no pensamento de Platão, onde os conceitos de modelo e cópia, sensível e inteligível são superados em favor da “diferença” absoluta, gerando uma nova ontologia, uma ontologia afundamentada. Para tanto, partiremos da refutação que o filósofo grego faz da tese de Parmênides, afirmando que o não-ser é, e é algo diferente do ser, concluindo que, no âmbito discursivo, o simulacro remete ao discurso falso. Deste modo, em Platão, o simulacro deve ser identificado e anulado, pois só é verdadeiro o que participa do ser, o que do ser se aproxima por meio da semelhança. Assim, Deleuze compreende que Platão considera como falsidade é, de fato, algo diferente, que subsiste e é verdadeiro em si mesmo. O simulacro é pura potência e positividade, não havendo necessidade de participar de algo paradigmático. Com isso, esperamos demonstrar que a teoria do simulacro, tal como aparece em Deleuze, tem força suficiente para subverter o platonismo.