Unheimliche e fascismo: um estudo acerca do estranho-familiar na teoria freudiana e seus desdobramentos na Escola de Frankfurt em sua análise sobre o autoritarismo

A presente pesquisa objetivou estudar o conceito de Unheimliche (estranho-familiar) na teoria freudiana e suas possíveis articulações com a Escola de Frankfurt, a Teoria Crítica da Sociedade, na compreensão do fascismo, principalmente no que concerne à produção e eliminação de alteridades na socieda...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Shirakava, Rafael da Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/191000
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/191000
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Psicanálise
Fascismo
Freud, Sigmund (1856-1939)
Autoritarismo
Teoria crítica
Psychoanalysis
Fascism
Authoritarianism
Critical theory
Descripción
Sumario:A presente pesquisa objetivou estudar o conceito de Unheimliche (estranho-familiar) na teoria freudiana e suas possíveis articulações com a Escola de Frankfurt, a Teoria Crítica da Sociedade, na compreensão do fascismo, principalmente no que concerne à produção e eliminação de alteridades na sociedade administrada. Diante disso, analisou-se os mecanismos objetivos e subjetivos que auxiliam na produção de uma personalidade potencialmente autoritária. Com isso, concluiu-se, por meio de uma análise das obras de Theodor W. Adorno (1903-1969) e, sobretudo, a metapsicologia social de Sigmund Freud (1856-1939), que o autoritarismo é um fenômeno latente no mundo administrado. Sua emergência deve-se, acima de tudo, às condições sociais que permeiam a vida danificada e que produzem no indivíduo uma rarefeita reflexão crítica acerca dessas condições e, principalmente, de si mesmo, contribuindo na inserção de grupos autoritários que, em larga medida, estão calcados em discursos de ódio. A partir disso, enfatizou-se a necessidade de debater e desvelar os mecanismos que ainda possibilitam a regressão à barbárie, uma vez que suas causas ainda não foram eliminadas, exigindo, frente a isso, uma análise pormenorizada dessas determinações.