Efeitos dos esteróides sexuais sobre o humor e a cognição

Estudos experimentais e observacionais sugerem que os esteróides sexuais apresentam uma série de efeitos sobre o cérebro e que, potencialmente, afetam a cognição e o humor. O uso dos estrogênios na peri e pós-menopausa está associado à melhora da concentração, humor, memória e sono. Está também asso...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Rosa e Silva, Ana Carolina J. S., Sá, Marcos Felipe Silva de
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Archives of Clinical Psychiatry
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/17067
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/acp/article/view/17067
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Sistema nervoso central
esteróides sexuais
estrogênios
progesterona
androgênios
cognição
humor
Central nervous system
sexual steroid
estrogens
progesterone
androgens
cognition
mood
Descrição
Resumo:Estudos experimentais e observacionais sugerem que os esteróides sexuais apresentam uma série de efeitos sobre o cérebro e que, potencialmente, afetam a cognição e o humor. O uso dos estrogênios na peri e pós-menopausa está associado à melhora da concentração, humor, memória e sono. Está também associado a retardo no declínio da função cognitiva, característico do envelhecimento, e os dados sugerem também um papel dos estrogênios no retardo do início da doença de Alzheimer. Vários estudos observacionais indicam, ainda, que os estrogênios atuam melhorando o humor e têm ação antidepressiva. Já a progesterona e seus derivados têm mostrado efeitos opostos aos dos estrogênios. Por outro lado, dados de estudos randomizados e controlados mostraram que a associação de estrogênios mais progestagênios utilizados em mulheres na pós-menopausa não só falhou em melhorar a memória, cognição e qualidade de vida, mas também aumentou o risco de demência, portanto contradisse os estudos observacionais e experimentais. Novas pesquisas serão necessárias para esclarecer essas controvérsias. Os dados disponíveis até o momento indicam que não se deve prescrever primariamente a estrogenioterapia para prevenir depressão, doença de Alzheimer ou piora da função cognitiva.