Injustiças e opressões epistêmicas: mulheres negras como agentes do conhecimento

O objeto desta pesquisa é o problema filosófico relacionado à produção de conhecimento por mulheres negras e à maneira como essa produção é descredibilizada ou silenciada. O objetivo desta pesquisa é analisar, com base na teoria da injustiça epistêmica de Miranda Fricker (2023) e na teoria da opress...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pires, Milena Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42450
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42450
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Filosofia
Injustiça epistêmica
Opressão epistêmica
Mulheres negras
Epistemic injustice
Epistemic oppression
Black women
Descripción
Sumario:O objeto desta pesquisa é o problema filosófico relacionado à produção de conhecimento por mulheres negras e à maneira como essa produção é descredibilizada ou silenciada. O objetivo desta pesquisa é analisar, com base na teoria da injustiça epistêmica de Miranda Fricker (2023) e na teoria da opressão epistêmica de Kristie Dotson (2011; 2012; 2014), como essa exclusão se manifesta nas discussões epistêmicas e na produção de conhecimento dessas mulheres. Para essa investigação, utilizaremos a epistemologia feminista negra, fundamentada nas obras de Patricia Hill Collins (2019) e Sueli Carneiro (2023), para examinar como as mulheres negras são afetadas enquanto conhecedoras. Essa análise nos leva a questionar: (i) quais critérios são utilizados para validar o conhecimento; (ii) quem detém o poder de definir esses critérios; e (iii) quais perspectivas são privilegiadas e quais são marginalizadas nesse processo.