Superpoderes, malandros e heróis : o discurso da identidade nacional nos quadrinhos brasileiros de super-heróis

Esta dissertação tem como objetivo analisar o herói presente na cultura midiática brasileira como uma representação do nosso caráter nacional, com ênfase nos super-heróis brasileiros das histórias em quadrinhos. A presença massiva da produção do quadrinho norte-americano no mercado de países perifér...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Fernandes Alves, Bruno
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2003
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/3331
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3331
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Historias em quadrinhos
Descripción
Sumario:Esta dissertação tem como objetivo analisar o herói presente na cultura midiática brasileira como uma representação do nosso caráter nacional, com ênfase nos super-heróis brasileiros das histórias em quadrinhos. A presença massiva da produção do quadrinho norte-americano no mercado de países periféricos como o Brasil criou barreiras que impediram o desenvolvimento de uma produção local; como forma de combater esta invasão, duas estratégias foram utilizadas pelos produtores nacionais: num primeiro momento foram criados personagens que buscavam um discurso de semelhança como modelo original; em seguida foi utilizada a paródia como recurso narrativo com o objetivo de ridicularizar o discurso épico do super-herói americano. As narrativas midiáticas brasileiras são marcadas pelo enaltecimento do discurso da carnavalização como um paradigma de nossa identidade cultural, conforme tentou-se mostrar neste trabalho. Em meio a esse discurso surge um personagem que almeja tornar-se um herói brasileiro épico, civilizatório. A estrutura narrativa do super-herói Solar, criado pelo quadrinista mineiro Wellington Srbek, é usada neste trabalho como uma metáfora do caminho da nação brasileira rumo à uma modernidade emancipatória que renega a carnavalização como identidade. É esta construção identitária que este trabalho tenta analisar