Os mecanismos de tolerância ao alumínio em Styrax camporum envolvem síntese e secreção de ácidos orgânicos?

A vegetação do Cerrado, tipicamente conhecida como ‘Savana brasileira’, é constituída por espécies que são adaptadas a crescer em solos ácidos e ricos em alumínio (Al). Usando Styrax camporum, uma planta lenhosa do Cerrado moderadamente acumuladora de Al, examinamos se esta espécie exclui Al de duas...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Carvalho, Brenda Mistral de Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/154096
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/154096
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ácido cítrico
Ácido oxálico
Acumuladora de alumínio
Exclusão de alumínio
Vegetação do Cerrado
Aluminum exclusion
Al-accumulator
Cerrado vegetation
Citric acid
Oxalic acid
Descripción
Sumario:A vegetação do Cerrado, tipicamente conhecida como ‘Savana brasileira’, é constituída por espécies que são adaptadas a crescer em solos ácidos e ricos em alumínio (Al). Usando Styrax camporum, uma planta lenhosa do Cerrado moderadamente acumuladora de Al, examinamos se esta espécie exclui Al de duas raízes por meio da exsudação de ácidos orgânicos (AOs) para manter baixo conteúdo de Al na folha em relação às plantas tipicamente acumuladoras de Al dessa vegetação. Para isso, medimos os ácidos cítrico, málico e oxálico exsudado por S. camporum cultivada em solução nutritiva contendo 0, 740 e 1480 M Al por 30 dias, usando GC-MS. Além disso, a concentração de Al nessas soluções foi medida aos 0 e 30 dias do estudo, usando ICP-OES para estimar a absorção de Al pelas plantas. Exceto para o ácido málico, plantas expostas ao Al exsudaram mais AOs que aquelas não expostas ao Al. Depois de 30 dias, enquanto plantas expostas a 740 M Al absorveram 40% do Al disponível na solução, plantas expostas a 1480 M Al absorveram 60%. Ao mesmo tempo, plantas expostas a 1480 M Al exsudaram menor concentração de ácidos cítrico e oxálico, em relação às plantas expostas a 740 M Al. Considerando que maior exsudação de AO causou menor absorção de Al, é possível que os ácidos cítrico e oxálico estejam detoxificando o Al nessa espécie moderadamente acumuladora. Além disso, parece que, para esta espécie, concentrações crescentes de Al em solução nutritiva podem causar diminuições proporcionais nos padrões de exsudação de AOs. Portanto, a exsudação de AO parece ser um mecanismo que contribui para a adaptação de S. camporum para lidar com alta disponibilidade de Al nos solos ácidos do Cerrado.