Os processos identificatórios na constituição da paternidade

A paternidade não está circunscrita ao momento do nascimento de um filho, sendo articulada à história subjetiva paterna, em especial no que diz respeito aos processos identificatórios em relação às figuras parentais. Este estudo teve como objetivo investigar a constituição da paternidade por meio de...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Cherer, Evandro de Quadros, Ferrari, Andrea Gabriela, Piccinini, Cesar Augusto
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/250144
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/250144
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Identificação : Psicanálise
Paternidade
Relações pai-criança
Identification
Fatherhood
Psychoanalysis
Identificación
Paternidad
Psicoanálisis
Descrição
Resumo:A paternidade não está circunscrita ao momento do nascimento de um filho, sendo articulada à história subjetiva paterna, em especial no que diz respeito aos processos identificatórios em relação às figuras parentais. Este estudo teve como objetivo investigar a constituição da paternidade por meio de seus processos identificatórios. Participou do estudo um pai primíparo, entrevistado no 6º e no 25º meses de vida do filho. Os relatos paternos evidenciaram que, ao almejar desempenhar uma paternidade ideal, este pai procurava evitar ser como o seu próprio pai. No entanto, devido à sua própria história constitutiva, o pai analisado construiu sua paternidade de maneira particular, transitando entre identificações com suas figuras parentais. Esses achados apoiam a ideia de que as experiências infantis repercutem mesmo na vida adulta, na medida em que deixam marcas indeléveis no psiquismo humano e podem ser reativadas diante da experiência da paternidade.