Could laughter mend sadness?

Trata-se de pensar o riso (enquanto expressão da hilaritas) como uma possível maneira de operar a emendatio espinosana, no sentido de dispor o corpo e a mente, por um treino e instrução propiciados a partir de uma articulação de afetos alegres, ao fortalecimento e manutenção crescentes de sua potênc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Siviero, José Marcelo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Cadernos Espinosanos (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/225779
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/225779
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Afetividade
Bergson
Emenda
Espinosa
Hilaridade
Riso
Hilarity
Spinoza
Amendment
Laughter
Affectivity
Descripción
Sumario:Trata-se de pensar o riso (enquanto expressão da hilaritas) como uma possível maneira de operar a emendatio espinosana, no sentido de dispor o corpo e a mente, por um treino e instrução propiciados a partir de uma articulação de afetos alegres, ao fortalecimento e manutenção crescentes de sua potência de agir. No entanto, por que escolhemos o riso, aparentemente uma manifestação mais física da hilaridade, como o ponto privilegiado de análise? Tal escolha se justifica através da interpretação fornecida por Henri Bergson em seus ensaios sobre o cômico. Enquanto censura satírica e ato de correção, o riso observado pelo filósofo francês contemporâneo visa restaurar a espontaneidade dos sujeitos alijados da duração e da intuição do mundo. Recuperar essa criatividade intuitiva de princípio – que se correlaciona com o conceito espinosano de felicidade, escopo do Tratado da Emenda do Intelecto, mas que se cumpre efetivamente na Ética – é o objetivo de nosso estudo.