Leo Strauss e a crítica ao historicismo : uma introdução à filosofia política a partir da perspectiva straussiana

Esta dissertação tem por objetivo apresentar a crítica do filósofo Leo Strauss (1889-1973) ao fenômeno do historicismo. Nesta apresentação, cumpre observar como o problema do historicismo é capaz de funcionar como o fio condutor para uma introdução à história da filosofia política tal como interpret...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Izabella Corrêa Magalhães Coutinho
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/57992
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/57992
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Leo Strauss
Filosofia política
Historicismo
Modernidade
Filosofia - Teses
Ciência política - Filosofia - Teses
Strauss, Leo, 1899-1973
Historicismo - Teses
Descripción
Sumario:Esta dissertação tem por objetivo apresentar a crítica do filósofo Leo Strauss (1889-1973) ao fenômeno do historicismo. Nesta apresentação, cumpre observar como o problema do historicismo é capaz de funcionar como o fio condutor para uma introdução à história da filosofia política tal como interpretada por Strauss. Em um primeiro momento, o presente texto observou como o tema do historicismo, e notadamente o que se chamou a crise do historicismo alemão do século XIX, configura-se como a herança de Strauss e a provocação para uma virada hermenêutica original em direção aos grandes textos da filosofia política clássica. Em um segundo momento, foram explicitados os contornos da definição do historicismo proposta por Strauss e os elementos que poderiam compor o quadro de uma genealogia straussiana do historicismo, tal como sugerida por Strauss em sua obra mais difundida: Natural Right and History (1953). Em um terceiro momento, o trabalho apresentou ainda as principais características do historicismo de tipo radical, observou o lugar de destaque reservado a Nietzsche, e reuniu a crítica de Strauss àqueles que seriam os dois exemplares mais emblemáticos do historicismo radical, a saber, Martin Heidegger e o britânico R.G. Collingwood. A partir dessa exposição, por fim, o trabalho procurou evidenciar o caráter ambíguo que perpassa a crítica straussiana ao historicismo. Veremos que Strauss apresenta uma crítica contundente, mas, em um sentido paradoxal, Strauss também atribui ao historicismo um valor e concede a ele certa importância.