Revisão de Lepidotes piauhyensis Roxo e Löfgren, 1936 (Neopterygii, Semionotiformes) e considerações sobre as espécies brasileiras do gênero Lepidotes

Lepidotes é um gênero registrado em quase todo o mundo, exceto na Antártica. Seus representantes são encontrados tanto em sedimentos marinhos quanto continentais. Além disso, Lepidotes é um dos gêneros mais característicos da fauna mesozoica brasileira, representado por oito espécies provenientes de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Paiva, Hanna Carolina Lins de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/5876
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/5876
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Systematics
Ontogeny
Phylogeny
Semionotiformes
Sistemática
Ontogenia
Filogenia
Peixe - Taxonomia
Peixe - Filogenia
Paleontologia
CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
Descripción
Sumario:Lepidotes é um gênero registrado em quase todo o mundo, exceto na Antártica. Seus representantes são encontrados tanto em sedimentos marinhos quanto continentais. Além disso, Lepidotes é um dos gêneros mais característicos da fauna mesozoica brasileira, representado por oito espécies provenientes de bacias sedimentares do Nordeste. Devido a sua ampla distribuição e ao grande número de registros, muitos buscaram melhor compreender esse gênero, quanto a características anatômicas, relações filogenéticas e uma diagnose na qual fossem encontradas autapomorfias para o táxon. O objetivo da dissertação foi realizar uma revisão da espécie Lepidotes piauhyensis, descrever seus estágios ontogenéticos, comparar com as outras sete espécies brasileiras e avaliar seu posicionamento no gênero Lepidotes, de acordo com a última análise filogenética proposta. Foram observados em L. piauhyensis 3 estágios ontogenéticos distintos, juvenil (1 e 2), subadulto e adulto. Tais estágios são semelhantes aos observados em Paralepidotus ornatus. Tanto L. piauhyensis quanto L. roxoi apresentam caracteríticas morfológicas que se assemelham às observadas na espécie-tipo L. elvensis. Já L. mawsoni, L. dixseptiensis e L. oliveirai continuam sendo considerados metaespécies. A análise filogenética resultou numa matriz de 54 táxons e 93 caracteres, que gerou 10 árvores igualmente parcimoniosas, de 399 passos, 0,316 de IC e 0,695 de IR. A topologia obtida foi: (Perleidus sinensis ((((Araripelepidotes temnurus Thaiichthys buddabuthrensis) (Pliodetes nigeriensis (Masillosteus kelleri ((Atractosteus sp. (Herreraichthys coahuilaensis Lepisosteus sp.)) (Dentilepisosteus laevis (Obaichthys decoratus Oniichthys fallipoui)))))) ( Lepidotes roxoi ( Lepidotes wenzae ((Lepidotes semiserrtaus (Lepidotes elvensis (( Lepidotes gloriae (Luoxiongichthys hiperdorsalis (Camerichthys lunae ((((Callipurbeckia minor Callipurbeckia tendaguruensis) (Callipurbeckia notpterus (((Lophionotus kanabensis(Lophionotus chinleana Lophionotus sanjuanensis)) (Semionotus bergeri Semionotus elegans)) (Paralepidotus ornatus Semiolepis brembamus)))) (Occitanichthys canjuersensis (Macrosemiminus fergeti Macrosemiminus lennieri))) (Tlayuamichin itzili ((Kyphosichthys grandei (Macrosemiocotzus americanus ((Macrosemius rostratus Notagogus novomundi) (Propterus elongatus Propterus microstomus)))) (Sangiorgioichthys aldae Sangiorgioichthys sui))))))) ( Lepidotes piauhyensis (Neosemionotus puntanus ( Lepidotes microrhis Lepidotes tanyrhis)))))) (Scheenstia zappi (Scheenstia maximus (Scheenstia laevis Scheensia mantelli)))))))). Lepidotes alagoensis e L. souzai apresentaram posição incerta dentro de Ginglymodi, enquanto que L. piauhyensis, L. roxoi e L. wenzae apresentaram maiores similaridades morfológicas com membros de Semionotiformes, assim como L. elvensis. Com a inclusão de exemplares brasileiros, Lepidotes é um gênero não-monofilético, incertae sedis dentro de Semionotiformes e suportado por caracteres homoplásticos