Estudo farmacognóstico de Porangaba (Cordia ecalyculata Vell. - Boraginaceae) e identificação de adulterações

Cordia ecalyculata Vell. (Boraginaceae), espécie medicinal vulgarmente conhecida como porangaba e chá-de-bugre, é utilizada popularmente como emagrecedor, diurético, para curar tosses catarrais e reumatismos além de ser usada no tratamento de úlceras externas em forma de banhos. No Brasil existe gra...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Dias, Tais Garcia
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2004
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18042017-163612
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9138/tde-18042017-163612/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Farmacobotânica
Farmacognosia
Medicinal plants (Study)
Pharmacobotany
Pharmacognosy
Plantas medicinais (Estudo)
Descripción
Sumario:Cordia ecalyculata Vell. (Boraginaceae), espécie medicinal vulgarmente conhecida como porangaba e chá-de-bugre, é utilizada popularmente como emagrecedor, diurético, para curar tosses catarrais e reumatismos além de ser usada no tratamento de úlceras externas em forma de banhos. No Brasil existe grande confusão com relação aos nomes populares das espécies medicinais, fato que motivou a realização do presente trabalho. A espécie estudada é confundida com outras espécies vegetais, particularmente com Casearia sylvestris Swartz (Flacourtiaceae), também conhecida pelos nomes de guaçatonga e erva-de-bugre. O estudo farmacobotânico de C. ecalyculata revelou estruturas papilosas na epiderme e células esclereificadas no parênquima cortical, que não haviam sido descritas anteriormente. Foram listadas as principais diferenças morfoanatômicas entre as folhas de C. sylvestris e C. ecalyculata. auxiliares na diagnose da droga vegetal comercializada. As amostras adquiridas no comércio como porangaba não apresentaram características de C. ecalyculata, mas sim, de C. sylvestris, como: duas a três camadas de parênquima paliçádico; cavidades secretoras; drusas e cristais prismáticos em abundância; estômatos paracíticos; células epidérmicas poligonais; ausência de litocistos e areia cristalina. Fotomicrografias ilustram o trabalho. A triagem fitoquímica do extrato hidroetanólico liofilizado (EHEL) de C. ecalyculata apresentou resultado positivo para taninos, flavonóides e saponinas. A análise cromatográfica permitiu verificar a presença de substância coincidente com a alantoína no extrato de C. ecalyculata, além de possibilitar o desenvolvimento do perfil cromatográfico, auxiliar na diferenciação de C. sylvestris. Os ensaios de quantificação de alantoína no EHEL foram realizados por meio de dois métodos espectrofotométricos, cujos valores encontrados foram 0,68% e 0,70% de alantoína. O EHEL não apresentou róxicidade no ensaio de toxicidade aguda, na dose de 5 g/kg de massa corpórea do animal, por via oral. O experimento de atividade antiúlcera do EHEL de C. ecalyculata não apresentou diferenças significativas entre os animais controle e tratados.