UM OLHAR DISCURSIVO PARA A FORMA HISTÓRICA DOS PROTESTOS: RETORNO AOS PROTESTOS PÓS-JUNHO DE 2013

O Brasil do século XXI é sócio-historicamente constituído por diferentes embates no campo político-ideológico, começando com a eleição de Lula, em 2002, e, atualmente, com o governo de Bolsonaro. A partir de 2013, durante o primeiro governo de Dilma Rousseff, é possível afirmar que os protestos se i...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Lopes, Tiago Alves da Silva, Vinhas, Luciana Iost
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Repositorio:Caderno de Letras (Pelotas. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.ufpel:article/21888
Acesso em linha:https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/cadernodeletras/article/view/21888
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Ideologia
jornadas de junho
análise de discurso
protestos.
Descrição
Resumo:O Brasil do século XXI é sócio-historicamente constituído por diferentes embates no campo político-ideológico, começando com a eleição de Lula, em 2002, e, atualmente, com o governo de Bolsonaro. A partir de 2013, durante o primeiro governo de Dilma Rousseff, é possível afirmar que os protestos se intensificaram no país, aparecendo como ponto simbólico que inaugura a disputa nas ruas na última década. O presente artigo trabalha sobre os protestos como uma forma histórica, designada como forma-protesto, embasando-se nas jornadas de junho de 2013 para delimitar a teorização. A visada teórico-analítica a partir da qual o trabalho é desenvolvido é a Análise Materialista de Discurso, que, com sua sustentação no materialismo histórico-dialético, garante os elementos necessários para a observação da forma-protesto, considerando, especialmente, as modalidades de subjetivação proposta em Pêcheux (2014). Desde a circulação do enunciado “O gigante acordou” é possível afirmar que os manifestantes representam a posição da burguesia liberal, como bom sujeito, não rompendo com a formação social capitalista, ao passo que as manifestações posteriores, a partir das que pediam pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff passaram a se identificar com uma posição que sustenta o fim das instituições democráticas, em um funcionamento fascista. A reivindicação pelo fim do capitalismo ainda não tem força nos protestos do Brasil contemporâneo, resultando em posições contraditórias entre direita e esquerda.