Detecção molecular de Babesia vogeli (Piroplasmida: Babesiidae) e Ehrlichia canis (Rickettsiales: Anaplasmataceae) em carrapatos não ingurgitados coletados em ambiente peri-domiciliar em dois municípios da microrregião de Itaguaí, Rio de Janeiro

As babesioses e erliquioses caninas são transmitidas pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus sensu lato (s.l.). Estes hemoparasitos são bem distribuídos no país, sendo a erliquiose mais frequente que babesiose. O objetivo deste trabalho foi avaliar a frequência de Ehrlichia canis e Babesia vogeli em...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Tolomelli, Roberta Caroline Alvarenga
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/11813
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11813
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hemoparasitos
Rhipicephalus sanguineus sensu lato
carrapato
epidemiologia
infecção natural
Hemoparasites
tick
epidemiology
natural infection
Medicina Veterinária
Descripción
Sumario:As babesioses e erliquioses caninas são transmitidas pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus sensu lato (s.l.). Estes hemoparasitos são bem distribuídos no país, sendo a erliquiose mais frequente que babesiose. O objetivo deste trabalho foi avaliar a frequência de Ehrlichia canis e Babesia vogeli em carrapatos não alimentados coletados em dois municípios da microrregião de Itaguaí, Rio de Janeiro. Foram analisados 369 carrapatos R. sanguineus s.l., incluindo adultos (194), ninfas (92) e larvas (83). As amostras foram submetidos à extração de DNA pelo método de HotSHOT modificado. A detecção molecular de E. canis foi realizada através da reação em cadeia da polimerase (PCR) com alvo no gene “Disulfide oxidoreductase” (dsb) de Ehrlichia spp., amplificando um fragmento de 409 pares de bases (pb). Para detecção de Babesia vogeli, as amostras foram testadas em uma PCR que amplifica um fragmento de 523pb do gene “heat shock protein 70kDa” (hsp70) de B. vogeli. Foi obtido um total de 41 (11,11%) amostras positivas para E. canis, sendo 11 (5,67%) adultos, 8 (8,69%) ninfas e 22 (26,5%) larvas (p<0,05). Em relação a B. vogeli foram observadas 24 (6,5%) de amostras positivas, sendo 9 (4,63%) adultos, 7 (7,6%) ninfas e 8 (9,63%) larvas. As análises epidemiológicas demonstraram que a frequência de B. vogeli foi maior na zona rural do que urbana (p<0,05), e também em locais onde os cães possuíam abrigos (P<0,05). Concluiu-se que os locais de maior prevalência de B. vogeli na região estão contidos mais na zona rural do que urbana e também onde há presença de abrigo para os cães. Na detecção de E. canis foi observada maior frequência do hemoparasito em Itaguaí do que Seropédica (p=0,01). O presente estudo demonstrou E. canis em larvas de R. sanguineus s.l. não alimentadas, reforçando a possibilidade de transmissão transovariana da bactéria, porém, são necessários mais estudos para demonstrar essa forma de transmissão no vetor