Reprodução e cultivo de bivalves límnicos ameaçados de extinção: uma estratégia para a conservação do gênero Diplodon (Spix, 1827) (Mollusca, Hyriidae)

Os bivalves límnicos, ou náiades da ordem Unionoida, representando a maior radiação dos bivalves na água doce, com seis famílias, 181 gêneros e 800 espécies, sendo encontrados em todos os continentes, e atualmente, representam o grupo de animais de água doce em maior risco de extinção. A causa mais...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Lima, Ricardo Cunha
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13052010-094741
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59139/tde-13052010-094741/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Aquaculture
Aquicultura
Biodiversidade
Biodiversity
Conservação
Conservation
Hyriidae
Reprodução
Reproduction
Descrição
Resumo:Os bivalves límnicos, ou náiades da ordem Unionoida, representando a maior radiação dos bivalves na água doce, com seis famílias, 181 gêneros e 800 espécies, sendo encontrados em todos os continentes, e atualmente, representam o grupo de animais de água doce em maior risco de extinção. A causa mais dramática do declínio e extinção dos bivalves dulcícolas é a modificação e destruição do seu habitat, as mudanças climáticas globais e a introdução de animais aquáticos exóticos (não nativos) Este táxon é o único membro da classe Bivalvia reconhecidos por apresentar um estágio larval parasita em seu ciclo de vida, o qual envolve uma relação obrigatória com um hospedeiro vertebrado, normalmente um peixe, e uma larva altamente modificada, o gloquídio ou lasídio. Esta característica do ciclo de vida é um componente principal de qualquer plano de conservação dos bivalves límnicos. Com a finalidade de propagar as espécies que estão em perigo de extinção, pretendeu-se desenvolver técnicas viáveis para a obtenção de formas juvenis em laboratório, através do cultivo artificial (in vitro) dos gloquídios. Através da metodologia empregada foi possível obter indivíduos juvenis com mais de 30 dias das espécies D. expansus, D. rotundus gratus e D. martensi. Além desse resultado, o presente trabalho desenvolveu um novo meio de cultura para as larvas gloquidiais, baseado em um extrato liofilizado de peixe.