Análise morfofisiológica associada à reprodução e envelhecimento de Gryllus assimilis (Fabricius, 1775) (Orthoptera: Gryllidae)

Durante a história de vida dos organismos, diferentes vias metabólicas devem ser otimizadas para garantir a ocorrência exitosa de processos fisiológicos distintos, como a reprodução e o investimento somático (manutenção). Neste viés, as reservas energéticas do animal nem sempre são suficientes para...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Limberger, Guilherme Martins
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Repositorio:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.furg.br:1/8178
Acceso en línea:http://repositorio.furg.br/handle/1/8178
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Biologia
Fisiologia animal
Morfologia animal
Morfofisiologia
Gryllus assimilis
Grilo
Reprodução animal
Membrana timpânica
Lipofuscina
Longevidade
Envelhecimento
Biology
Animal physiology
Animal morphology
Cricket
Animal reproduction
Tympanum
Lipofuscin
Longevity
Ageing
Descripción
Sumario:Durante a história de vida dos organismos, diferentes vias metabólicas devem ser otimizadas para garantir a ocorrência exitosa de processos fisiológicos distintos, como a reprodução e o investimento somático (manutenção). Neste viés, as reservas energéticas do animal nem sempre são suficientes para sustentar estes dois processos em paralelo, fazendo com que ocorra o trade-off entre a reprodução e a sobrevivência/longevidade, ou seja, animais que investem em reprodução, como típico de fêmeas, dispõe de menos energia para investir em reparos, acelerando o envelhecimento e reduzindo o tempo de vida, como mostrado por alguns estudos. Este fenômeno também é conhecido como "custo da reprodução". Porém, distintos resultados vêm sendo encontrados ao relacionar estes aspectos, pois além da reprodução propriamente dita, o momento em que ela ocorre na história de vida também tem relação com a longevidade. Com o avanço da idade, a resposta das fêmeas de grilo ao chamado para a cópula emitido pelos machos é menor, podendo ser o resultado do envelhecimento de estruturas cruciais para a captação do som nestes insetos, o tímpano. Estudos acerca do envelhecimento morfológico deste órgão são inexistentes. Quando iniciada, a reprodução altera a taxa metabólica dos organismos pelo aumento da demanda energética, refletindo seus custos sobre o acúmulo de um pigmento derivado principalmente da oxidação de macromoléculas, denominado lipofuscina (LF). Neste estudo, grupos experimentais com fêmeas de Gryllus assimilis foram formados para determinar os efeitos da reprodução sobre a sobrevivência, ajustando-se o modelo de Gompertz e sobre o envelhecimento fisiológico, por meio da quantificação de neurolipofuscina (nLF), além do registro de danos morfológicos no tímpano causados ao longo do envelhecimento por meio de análise ultraestrutural em microscopia eletrônica de varredura (MEV). Para isto, um grupo foi privado de cópula, um grupo teve reprodução normal (como início aos 14 dias de vida) e outro, reprodução tardia (com início aos 30 dias de vida). Diferenças na longevidade máxima entre os grupos não foram observadas, porém em fêmeas virgens houve um atraso no início da queda exponencial da sobrevivência, enquanto em fêmeas de reprodução normal esta queda ocorreu mais cedo. Fêmeas de reprodução tardia ficaram em situação intermediária. Não foram encontradas diferenças significativas na taxa de acúmulo de nLF entre os grupos ao longo do tempo. Estes resultados podem ser explicados pela produção de ovos ocorrer em todas as condições reprodutivas, tendo custos semelhantes, refletidos no acúmulo de nLF, além de terem sido alimentadas ad libitum, mascarando maiores efeitos do trade-off entre reprodução/sobrevivência. No entanto, efeitos deletérios da cópula sobre a longevidade de fêmeas de G. assimilis não foram encontrados. Relativo ao envelhecimento morfológico do tímpano, cinco lesões foram descritas pela primeira vez: excrescência, perfuração, fungos, formação de placas e rachaduras, sendo as três primeiras significativas em relação ao tempo, possivelmente prejudicando o funcionamento do aparelho auditivo. Não houve diferenças nos danos encontrados entre os grupos experimentais, embora o aumento destes acentuou-se após o período reprodutivo (senescência). Portanto, a reprodução parece modular a história de vida das fêmeas de grilo e interferir na manutenção de estruturas importantes para este processo, como o tímpano.